Escola Bíblica Discipulado

Venha estudar conosco a Verdade para a sua vida. Visão Holística. Todos os domingos as 10h na Comunidade Vida - Sede. Av. Castelo Branco, 466, São Francisco São Luís - MA - Brasil. Contato: (98) 3268-9378

Visão Holística do Livro de Romanos

A Epístola aos Romanos, é o sexto livro do Novo Testamento. É a primeira e a mais longa das Epístolas Paulinas, e é considerada a epístola com o "mais importante legado teológico".

Transformados pelo Espírito Santo

O Espírito Santo é que produz a salvação e a santificação no seu coração, pois Ele só fala de Jesus e revela o caráter de Deus a você (Romanos 5:5). É Ele quem dá intimidade com Deus. Adora-lO é obedece-lO.

Na caverna eu redescobri o meu refúgio!

Faça de Deus o seu refúgio! Deixe que Deus, não Saul, o cerque. Deixe que Ele seja o centro da sua vontade. Deixe enfim, que Ele seja o teto que proteje o ambiente da luz do sol, as paredes que detêm o vento, o alicerce sobre o qual você está.

As pedradas da vida

É no deserto das nossas vidas que Deus nos mostra o quão Ele é poderoso para fazer infinitamente mais! Neste artigo, encaro a difícil questão: Porque pessoas tão próximas são capazes de nos apedrejar?

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

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Interseção Testamentária

O quadro ao lado explica muito bem o que nós chamamos de intercessão testamentária, outrora chamada de transição testamentária. A mudança da terminologia deu-se principalmente pela etimologia da palavra interseção: do latim intersectione, é o ponto onde duas linhas, planos ou sólidos se encontram. Pode se referir também ao ponto onde duas ruas ou avenidas se cruzam. Significa também a operação com conjuntos que produz um conjunto com todos os elementos comuns a outros conjuntos.
Por essas definições, fica fácil entendermos o porquê Jesus Cristo é a interseção, o fundamento da Bíblia. É no conjunto Jesus Cristo que está contido o Novo e o Velho Testamento. Ele é o ponto de cruzamento entre a Antiga e a Nova Aliança.
A figura acima nos mostra que o Novo Testamento explica o Antigo e este prepara-nos para entendermos o Novo. Em outras palavras, as antigas alianças contidas no Velho Testamento prepara para o advento de Jesus Cristo, enquanto a Nova Aliança explica o advento do nosso Senhor Jesus Cristo.
No nosso itinerário holístico, terminamos de ler quase todo o Novo Testamento, estudando:
  • A Cristologia nos Evangelhos; 
  • A história da igreja em Atos dos Apóstolos; 
  • A base doutrinária da igreja de Cristo contida nas Epístolas.
Já ultrapassamos as duas primeiras etapas da história bíblica: INTRODUÇÃO (vida de Jesus nos Evangelhos) e o PRIMEIRO DESENVOLVIMENTO (com a doutrina do povo resgatado). 
Daqui pra frente analisaremos sobre as duas últimas etapas dessa linda história: com o SEGUNDO DESENVOLVIMENTO (história do povo escolhido por Deus) e a CONCLUSÃO com o livro do Apocalipse.
Dando prosseguimento ao nosso Itinerário, estaremos agora refletindo e apresentando, daqui pra frente, a visão holísitica dos 39 livros do Antigo Testamento, além do Apocalipse. Estes estudos são interessantes, pois facilitarão a compreensão do que se trata em cada livro da Bíblia e também sobre alguns pontos que são muito debatidos.
A holisticidade do Antigo Testamento é muito significante e importantíssima para a compreensão de toda a revelação de Deus, pois analisa cada livro de forma unitária extraindo de cada livro uma mensagem direcionada pelo Espírito Santo. Para tanto, devemos ler os livros com base nos ensinamentos doutrinários já apreendidos até aqui no nosso itinerário, ou seja, para uma melhor compreensão vamos analisar cada livro, colocando o Plano de Salvação em Jesus Cristo como o principal acontecimento de todo o Antigo Testamento.
Ao ler os 39 Livros e o Apocalipse, você vai se surpreender com a loganimidade do Senhor em nunca desistir da sua coroa da criação: você! 
Em todos os momentos no decorrer do nosso itinerário, Jesus será sempre o Autor principal, pois o Plano de redenção, após a queda do Homem, se transformará no agente justificador da humanidade. Em todos os meandros do itinerário holístico, tente observar como Deus vai agir em prol da salvação da humanidade.

Nunca perca de vista que “a lei traz apenas uma sombra dos benefícios que hão de vir, e não a realidade dos mesmos” (Hb.10:1). Isto resume a Visão implantada por nós, pois teremos que conhecer os benefícios e a realidade dos fatos – Jesus Cristo – para só depois entendermos a lei do Antigo Testamento. Pois a Lei sem Cristo é apenas uma sombra, sem cor, sem vida.

Seu conservo em Cristo,
Duanny Jorge
Soli Deo Gloria

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

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Abandono...


Queridos irmãos e leitores, é com muito carinho que vamos dar continuidade as aulas da EBD, agora com um novo horário: às 8h:30min.
Recebi o convite dos meus pastores e com muito temor e sempre na dependência do Espírito me ponho à disposição como servo de Deus.
Vamos estudar a holisticidade da Epístola de Paulo aos Gálatas. Faremos uma abordagem atual pois assim é a Palavra de Deus.
Peço aos leitores deste blog para que nos ajude em orações, pois creio que o projeto da Visão Holística nasceu primeiramente no coração de Deus.
Logo no primeiro capítulo da Carta, Paulo esboça surpresa ao saber que aquele povo já estava abandonando o Senhor Jesus e voltando a praticar atos quando ainda eram escravos do pecado. Que coisa atual! Veja o que Paulo retrata:
“Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente Aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que na realidade, não é o Evangelho. (...)” (Gl.1:6-7, NVI)
Lembrei de uma história que retrata um escravo que procurou, apesar da injustiça, ser fiel ao seu “dono” ao longo de sua vida. Com o tempo sua fidelidade foi sendo reconhecida e esse escravo começou a conquistar certas posições naquela fazenda. Até que um dia ele se tornou o encarregado de todos. O dono da fazenda confiava muito nele.
Segundo o que dizem, mesmo tendo uma boa remuneração e prestígio, o escravo sempre procurava ir até a senzala e ficava lá por algum tempo, todo dia. Num tom de interrogatório, esse ex-escravo foi questionado por essa atitude e ele respondeu: “Eu não posso me esquecer do lugar de onde eu vim, eu não posso perder as minhas raízes”. Percebe?
Seguramente esse homem mudou sua expectativa de vida segundo o que conquistou, mas seu coração buscava manter as convicções que garantiam sua humildade, honestidade, bondade, fidelidade, amor, e outros valores mais. Pensando nesta história, e antes de adentrarmos aos estudo dessa epístola, quero convidá-lo a fazer uma reavaliação da sua vida: “O que Deus fez na sua vida?”
Não tenho dúvidas que Deus nunca te abandonou... Lembras aquele período de provação onde ninguém estava por perto para te socorrer? Deus estava lá. Muita coisa aconteceu de lá pra cá. Muita coisa você conquistou, sei que você é grato por Deus.
Certamente aquele primeiro amor existiu, uma experiência pessoal com o Senhor Jesus deu novo rumo a sua vida, mas como está o seu dia a dia com Ele agora, hoje? Talvez essa mania de segregar a vida tendo uma vida material, vida profissional, vida conjugal, vida espiritual e outras vidas mais é que dificultam a visão sobre o que Deus quer dizer sobre Vida Abundante. Deus quer te vê completo... andando sobre as águas.
Talvez não falte nada pra você, talvez você diga até que é feliz, mas não consegue caminhar sobre as águas, não consegue viver o sobrenatural.
O apóstolo Paulo falava sobre a inconstância dos gálatas que acabara de se converter e já estavam se desviando para outra coisa que não era o Evangelho de Cristo. O desafio para mim e para você é considerar o que o Senhor Jesus Cristo quer de nossas vidas, todos os dias. É assim que experimentaremos  uma vida abundante. Consegue resumir tudo e todas as coisas em apenas "vida com Deus"?
Pense Nisto
Devemos deixar de segregar a vida e devemos manter o foco nEle que corrigirá a nossa visão acerca de tudo que nos rodeia. É essa visão corrigida (pelo Espírito Santo de Deus) que nos permitirá experimentar mais de Deus. Verifique que caminho que você está andando e não seja um “inconstante”. Deus tem um plano para você! Concentre-se em ter vida com Deus, independentemente da área ou do momento.
Ore
“Senhor como é fácil perder percepção da Tua presença com coisas tão fúteis. Reconheço que isso acontece por causa da minha natural inclinação para o pecado. Livra-me destas armadilhas Senhor. Eu só quero estar onde Tu estás. É m Nome de Jesus que oro. Amém”

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

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A Palavra de Deus


“Estas coisas que foram registradas nas Escrituras há tanto tempo servem para nos ensinar a paciência e para nos animar, a fim de que aguardemos esperançosamente o tempo em que Deus vencerá o pecado e a morte” (Rm.15:4, Viva)
– Mamãe eu não vou ler mais a Bíblia! 
– Filha porque você decidiu fazer isso? 
– Porque eu leio, leio e não consigo me lembrar de nada do que li. É como se eu não tivesse aprendido ou se nem mesmo tivesse tirado nenhuma lição dela, portanto acho que estou perdendo tempo. 
– Minha querida filha, onde foi parar aquele almoço que você comeu na semana passada? 
– Não sei mamãe! 
– Filhinha saiba que aquela comida não se perdeu, ela está aí no seu corpo te nutrindo, te tornando mais forte, te dando vida. Assim é a Palavra de Deus! Quando você lê e medita nos textos bíblicos algo parecido acontece. É a Semente de Deus em seu coração que no tempo certo, na hora certa, Ela providenciará todo o sustento que você precisa para lidar com as situações no presente! Não desanime minha filha, mas persevere na Palavra do Senhor, a boa Obra já começou em você!
História simples, mas seguramente é a grande verdade das Escrituras. Tudo foi escrito para a nossa instrução, de modo que, ao perseverarmos com paciência, seremos exortados a manter firma a nossa esperança em Cristo Jesus.
Mas espere aí, quando é que essa “esperança” domina meu coração? Quando se medita na Palavra, pois é o momento da revelação de Deus à sua vida! Faz-nos lembrar também de Sua Graça e de Seu Poder. A Palavra nos fortalece dando exemplos dos que perseveraram por causa da fé, desafiando-nos a fazer o mesmo nas situações adversas que nos deparamos neste novo dia.
Assim como o alimento está para a vida, assim está a Palavra de Deus para a alma. Você também acha que suas leituras não têm sido edificantes? Ou melhor, será que você tem se “alimentado”? Devo ressaltar que a interpretação não é pela inteligência humana, mas sim pela vontade do Espírito Santo de Deus e certamente Ele quer falar a todo o coração que persevera em ouvir a Voz do Senhor através das Escrituras!
Pense Nisto
Tenha paciência, medite na Palavra de Deus e Ele saciará a sua sede! Lembre-se, não é uma simples literatura, mas é a Palavra de Deus. Veja o que o Senhor quer falar ao seu coração. Esteja atento!
Ore
"Amado Deus me ajude a retirar tempo diário para ler a Tua Palavra. Amo a Tua Palavra, mas normalmente me envolvo com as coisas fúteis e passageiras e perco o meu tempo. Anima o meu coração a praticar esse exercício, o meditar da Tua Palavra. Por Jesus. Amém"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

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Marcas...

“Finalmente, ninguém me inquiete, pois trago no meu corpo as marcas de Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém” (Gl.6.17-18, CT)
Você já viu a marca no gado que identifica a propriedade? Um ferrete, com a sigla do dono, é registrado em cartório e os animais são marcados com ele, esse estigma é indelével (não se apaga). Isso diferencia as criações entre uma propriedade e outra. Você sabia que antigamente também existia algo semelhante?
O termo “marcas”, utilizada por Paulo, designa o ferro em brasa utilizado para identificar a propriedade sobre os escravos. Note que a técnica que conhecemos era usada em pessoas! Nas religiões pagãs também utilizava o “ferro em brasa” para marcar os seus sacerdotes mostrando quais deuses eles serviam. O apóstolo faz uma referência semelhante indicando às cicatrizes que adquiriu durante suas atividades missionárias como se fossem marcas com ferro, uma ilustração bastante pertinente para a sociedade escravocrata daquela época.
O apóstolo passou por apedrejamento (At 14.19), açoites (At 16.22, IICo 11.25), doenças (IICo 12.7, Gl 4.13-14). Mas porque todo esse sofrimento? Por que será que ele passou por tudo isso? O que o motivava a prosseguir apesar das “marcas”? A resposta estar em ser um discípulo de Jesus. A exemplo do Mestre, ele queria alcançar o maior número de pessoas com as boas novas.
Como discípulo fiel, obedecia o Senhor Jesus e era convicto participante da Graça de Cristo, abraçando o propósito de compartilhar a todos quantos podia sobre suas experiências com Deus. O mundo precisava participar dessa Alegria que um dia o havia alcançado. Ele entendeu o que é ser discípulo, pois agia como o Mestre Jesus – amava a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Estava tão disposto a divulgar a mensagem da Cruz que correu risco de morte, assim como muitos na história. Será que Cristo marcou seu coração desta forma? Ou será que existe outro tipo de marca em você?
É certo que o Senhor não o chamou para uma vida de penitência e sofrimento, porém é garantido que o Mundo não facilitará a passagem daquele que quer divulgar o amor de Cristo Jesus. Como recentemente ouvir uma pregação, o caminho é estreito, mas não está fechado! Será que você está disposto? Você não necessariamente irá enfrentar apedrejamento, açoites, doenças e coisas do gênero, mas e se fosse?


Pense Nisto
Se você verdadeiramente experimentou o Amor de Cristo, então seguramente não medirá esforços para que o seu próximo se volte para Deus, é um sentimento natural! Não dá para guardar essa experiência debaixo do colchão. Verifique hoje mesmo se Cristo Jesus é o Senhor da sua vida (o único).
Quem anda com Ele possui as Marcas da salvação.


Ore
“Maravilhoso Deus é indescritível o desfrutar de Tua presença. Conhecer o Senhor através de Seu Filho deixa marcas profundas de Amor. Não quero mais continuar o mesmo, quero ser transformado pela Tua Graça. Receba minha adoração. É pela fé na salvação que há em Jesus que oro. Amém”

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

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O que faz da Bíblia um livro tão único?


No desenvolvimento da intelectualidade, obras literárias magníficas, ou nem tanto, em sido alvo dos especialistas, os assuntos são dinâmicos e muitas vezes contagiantes. Não obstante a isso, a Bíblia continua sendo e sempre será a única comunicação escrita de Deus com o homem, é uma obra prima e visivelmente única. De uma forma miraculosa e surpreendente, Deus inspirou homens (mais de quarenta autores) a escreverem a sua mensagem de uma forma precisa e coesa (por volta de hum mil e quinhentos anos), revelando ao mundo de uma maneira progressiva e paulatina toda a doce, sublime e agradável vontade de Deus para o homem. A Bíblia é a carta de amor pessoal de Deus para a sua criação, é a maior expressão de amor e carinho do Pai, é inefavelmente constrangedor este amor, expressão que só poderia vir de Deus.
É mister considerá-la de alguma forma menos do que se considera uma carta de pessoas que muito se preza, ou até mesmo quem se ama? Todas as respostas as perguntas mais profundas da alma humana, estão entranhadas na santa palavra de Deus. Aquele que é contemplado a desvendar a Bíblia como uma carta de amor pessoal do seu Criador e também Salvador aprenderá muito no deleite destas páginas sagradas. A Bíblia é completamente merecedora de confiança, porque não é obra de mãos humanas. Este livro faz afirmações e predições fantásticas, suas histórias e ensinamentos se comprovam a cada dia e ela continua merecedora de confiança, porque é o livro que nos dá conhecer a Deus. A Escritura não pode ser anulada (João 10: 35). A palavra absoluta do Deus absoluto é autoridade absoluta para o homem que anseia um encontro. Se Deus não é merecedor de confiança, se a sua palavra é duvidosa, então, não nos resta mais nada. A Bíblia não é um livro de fábulas artificialmente composto, mas, uma firmíssima palavra de profetas (2Ped. 1: 16, 19), nenhum outro livro goza de tal distinção, a Bíblia é única. A Bíblia é inesgotável. A Bíblia é como uma mina de tesouros, infinitamente profunda, está sempre convidando as pessoas para mais um desafio de observação, interpretação, correlação e aplicação. Esta foi à reflexão de Santo Agostinho ao escrever ao seu filho em 412 d.C.
“Tal é a profundidade das Escrituras cristãs, que mesmo que eu estivesse a tentar estudá-las, e mais nada, desde a tenra meninice até á velhice decrépita, com o maior vagar, com o mais incansável zelo e talentos maiores que os que possuo, estaria ainda diariamente a fazer progressos na descoberta dos seus tesouros”.
A Bíblia é uma fonte de conhecimento inesgotável, ela se renova a cada página virada, porque ela fala de verdades infinitas, eternas e misteriosas, que não são complemente captadas pelas mentes finitas e corrompidas, mas, que recebem a iluminação do Santo Espírito para abrir o entendimento do homem. 
Moody disse: “Os homens que melhor conhecem a Bíblia acham-na sempre nova”.
Leia e se apaixone pela Bíblia, ela é apologeticamente única. 

domingo, 29 de janeiro de 2012

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Visão Holística de Atos


ATENÇÃO: Antes de iniciar sua leitura faça uma oração pedindo orientação ao Espírito Santo. Para maior compreensão do estudo, use a Bíblia On-line clicando aqui, pois ao longo do texto, várias citações precisam ser analisadas. Quando o estudo fizer referência a outro livro, este terá um link direcionador (clique em cima do texto sublinhado).
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ATOS 
Apresenta Jesus Cristo, o Senhor redivivo 

Lucas, em seu evangelho mostra o que Cristo começou a fair na terra; Atos mostra o que ele continuou a fazer por meio do Ispírito Santo. 
A ascensão de nosso Senhor é a cena final de Lucas e a cena inicial em Atos (Lc 24.49-51; At 1.10,11). 

EVANGELHOS E ATOS 

Os Evangelhos apresentam o Filho do homem, que veio morrer por nossos pecados; Atos mostra a vinda do Filho de Deus no poder do Espírito Santo. Os Evangelhos apresentam o que Cristo começou a fazer; Atos mostra o que ele continuou tazendo no poder do Espírito Santo por meio dos seus discípulos. Os Evangelhos mencionam o Salvador crucificado e ressuscitado; em Atos, ele é apresentado com o Senhor exaltado. Nos hvangelhos, ouvimos os ensinos de Cristo; em Atos, vemos o Feito de seus ensinos na vida dos apóstolos. 
Atos não é o registro dos atos dos apóstolos, pois nenhuma narrativa extensa é apresentada a respeito deles, com exceção de Pedro e Paulo. Lucas registra os atos do Espírito Santo por meio dos apóstolos. Seu nome é mencionado cerca de 70 vezes. Procure em cada capítulo desse livro alguma operação do rito Santo. 
A palavra “testemunha” é usada mais de 30 vezes. “Ser-me-eis testemunhas” é o coração do livro de Atos. A salvação vem a este mundo somente por Cristo (At. 4.12), por isso é importante que os homens o conheçam e testemunhem dele. Estamos incluídos em seus planos. Você está testemunhando de Cristo? Se não está, por quê? É verdade que só ele pode salvar o mundo, mas não pode salvá-lo sozinho. Se ainda não é uma testemunha de Cristo, examine seu coração, “porque a boca fala do que e cheio o coração” (Mt. 12.34). 
Cristo dissera aos discípulos que enviaria o Espírito. “Esse dará testemunho de mim; e vós também testemunhareis, porque estais comigo desde o princípio” (Jo 15.26,27). A promessa cumpriu-se no dia de Pentecoste, quando ele derramou o Espírito Santo sobre os discípulos (At. 2.16,17,33). A partir daquele momento, ao darem testemunho do Salvador, o Espírito Santo testificaria, ao mesmo tempo, no coração de seus ouvintes, e multidões seriam levadas ao Salvador.
É maravilhoso saber que, quando o Espírito Santo nos manda falar de Cristo a alguém, ele já está preparando aquele coração para receber seu testemunho. Um exemplo perfeito disso encontramos em Atos 8, em que Filipe fora enviado para falar ao etíope. Leia essa palpitante história. 
Qual foi o resultado do primeiro sermão no dia de Pentecoste (At 2)? 
Em cada círculo de influência, que se vai ampliando, encontramos um acentuado derramamento do Espírito Santo. Não é admirável que em uma geração os apóstolos se tivessem movimentado em todas as direções, pregando o evangelho a todas as nações do mundo conhecido daquela época (Cl 1.23)? 
A igreja nasceu demorou a compreender a extensão de sua tarefa. Os Cristãos limitaram sua pregação a Jerusalém, até que a perseguição os obrigou a sair. O sangue de Estevão, o primeiro mártir cristão, tornou-se a semente da igreja que crescia. 
O livro começa a pregação do evangelho em Jerusalém, a metrópole da nação judaica, e termina com o evangelho em Roma, a verdadeira metrópole do poder mundial. 
Embora demos ao livro o nome de Atos dos Apóstolos, ele narra, de fato, os atos do Espírito Santo operando por meio de Pedro, Paulo e seus companheiros. 
Em Atos 1-12, vemos Pedro testemunhando aos judeus. Sua palavra é: Arrependei-vos” (2.36-38). 
O livro apresenta duas divisões naturais. 
Em Atos 13-28, vemos Paulo testemunhando aos gentios. Sua palavra é: Crê” (16.30,31). 
Em Atos 1-12, Pedro diz aos judeus que se arrependam, porque precisavam mudar seu modo de pensar em relação ao Messias. Em Atos 13-28, Paulo diz “creiam”, porque os gentios não precisavam mudar de idéia quanto ao Messias, e sim somente crer nele. 
Esse livro fala da expansão do evangelho até os gentios. Em todo AT, Deus trata com os judeus. No NT, ele opera em todas as nações. 

MANUAL DE MISSÕES 

Sem dúvida, Atos é o melhor “manual de missões” já escrito. Nele encontramos a razão de ser da obra missionária. O objetivo único dos cristãos era levar os homens ao conhecimento da salvação em Jesus Cristo. Esse era seu tema exclusivo, e a Palavra de Deus, sua única arma. 
Vemos a igreja primitiva com um programa definido para a realização de seus planos. Alguns grandes centros foram escolhidos como base de onde pudesse irradiar a influência do trabalho dos discípulos de maneira a atingir os lugares vizinhos. 
Os discípulos foram simples, diretos e bem-sucedidos. Dependiam inteiramente do poder de Deus, mediante o Espírito. Avançaram com zelo irreprimível e coragem inabalável. 
O versículo 8 do capítulo 1 sugere a divisão do livro. Decorando-o, você terá o esboço. 
1. Poder para testemunhar — 1 e 2 
2. O testemunho em Jerusalém (missões locais) — 3—H,b 
3. O testemunho na Judéia e Samaria (missões nacionais) 8.4—12.25 
4. O testemunho até os confins da terra (missões estrangeiras) — 13—28 

PODER PARA TESTEMUNHAR
(Cap. 1 e 2) 

Os discípulos passaram quarenta dias maravilhosos com Senhor Jesus, depois de ressurreto e antes da sua ascensão. Estavam realmente ansiosos por ouvir suas últimas palavras de instrução. Ele falava das coisas do reino de Deus; nessa ocasio1 determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas esperassem a promessa do Pai (1.4). 
Os primeiros 11 versículos do capítulo 1 servem de introdução para o resto do livro. 
Grande Comissão — 1.6-8 
Ascensão— 1.2,9,11 
Volta de Cristo— 1.10,11 
Os discípulos ainda não estavam satisfeitos quanto à época em que Cristo iria estabelecer seu reino na terra. Ainda esperavam um reino que lhes desse independência política e os colocasse em posição de liderança no mundo (1.6). Qual foi a resposta de Jesus(1.7)? 
Um dia, Jesus os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou (Lc 24.50). Disse-lhes que o poder deles não seria político, mas espiritual (1.8.) 
Com a ascensão, nosso Senhor desapareceu, mas permaneceu com eles de modo ainda mais real. Depois de lhes ter suas últimas palavras (1.8), foi arrebatado, e uma nuvem o cobriu dos olhos deles. Um acontecimento tão notável com tão poucas palavras! O Pai levou seu Filho de volta à glória

CRISTO VOLTARÁ 

“Esse Jesus [...] virá do modo como o vistes subir” (At 1.1 Como será a sua volta aqui anunciada? Será simplesmente hora da morte? Será meramente ao vir habitar em nosso coração? Não. A promessa é que ele vai voltar do modo como subiu. Portanto, devemos examinar como ele foi. Desse modo, saberemos como ele voltará. Sua volta será: 
pessoal — 1Tessalonicenses 4.16; 
visível — Apocalipse 1.7; 
corpórea — Mateus 24.30; 
local — Lucas 24.50. 
Imaginemos os discípulos voltando do monte das Oliveiras para Jerusalém e se reunindo num cenáculo. Pode ter sido mesmo em que Jesus comeu a última ceia com eles (Lc 22.12 “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (At 1.14) p dez dias. Jesus lhes disse que ficassem em Jerusalém até que recebessem poder do alto (Lc 24.49). Embora tivessem tido três anos de treinamento com o Senhor, precisavam da presença Espírito Santo que ele prometera enviar a fim de revesti-los de poder. Já haviam dado provas de serem um grupo de fracos.
Cristo ordenou-lhes que esperassem pela promessa. Seria natural que tivessem fugido do lugar em que seu Senhor havia sido crucificado e voltassem para a Galiléia. Mas a ordem era para que permanecessem na cidade por ser o centro de maior influencia. Nem sempre podemos escolher nosso lugar de serviço. 
Depois da vinda do Senhor Jesus Cristo à terra, o acontecimento de maior importância é a vinda do Espírito Santo. A igreja  nasceu no dia de Pentecoste. Procure familiarizar-se com  a narrativa de Atos 2.1-13. O Pentecoste era uma das festas mais populares, e Jerusalém estava repleta de peregrinos de toda parte. Cinquenta dias haviam passado desde a crucificação. A partir dessa data, o Pentecoste não seria mais uma festa judaica, mas o raiar de um novo dia, o dia do nascimento da igreja de Cristo. 
A cena abre-se com os discípulos reunidos no cenáculo, corações firmados em Cristo, esperando o cumprimento da sua promessa. O Espírito Santo desceu naquele dia. Lucas não diz que era um vento, mas o som era um símbolo, assim como as línguas de fogo. O vento impetuoso representava o poder celestial. As línguas eram símbolo do fogo e indicavam o poder para testemunhar. Veja os resultados desse acontecimento em Atos 2.6,12. O fogo é símbolo da presença divina que ilumina e purifica.

O ESPÍRITO SANTO NO PENTECOSTE 

O Espírito Santo pousou sobre os discípulos (2.1-3); entrou neles (2.4); operou por meio deles (2.41—47). 
Eles foram cheios do Espírito Santo e, assim, estavam capacitados para um serviço especial. Não só foram capacitados para pregar com poder, mas para falar nas diferentes línguas representadas naquele dia em Jerusalém (2.2-4). Esse falar em novas línguas era um palavreado que ninguém entendia ou os presentes podiam entender e ser beneficiados (2.6)? 
O maravilhoso Pentecoste não foi o “vento veemente e impetuoso”, nem as “línguas como de fogo”, mas o fato de os discípulo serem cheios do Espírito Santo para que pudessem 
testemunhar aos homens. Se não temos o desejo de falar de Cristo a outros, é evidente que ainda não conhecemos a plenitude do Espírito Santo.
Não pense que o Espírito Santo veio ao mundo pela primeira vez por ocasião do Pentecoste. Por todo o AT, encontramos narrativas que mostram como ele guiava e fortalecia os homens. Agora o Espírito Santo iria fazer uso de um novo instrumento, a igreja nascida naquele mesmo dia. 
“Todos, atônitos e perplexos” (2.12). O homem, por natureza, é descrente. Não é uma grande manifestação da graça de Deus quando realmente cremos nele e aceitamos sua Palavra?
Alguns zombavam, dizendo: “Estão embriagados!” (2.13-15). Os homens sempre procuram explicar os milagres de Deus pelas leis naturais, mas o racionalismo nunca pode dar uma explicação razoável para aquilo que é divino. Além disso, eram 9 hora, e nenhum judeu podia tocar em vinho até aquela hora. Veja a defesa de Pedro contra essa falsa acusação em Atos 2.1 5-21. 

O SERMÃO DE PEDRO 

O tema desse primeiro sermão foi que Jesus é o Messias como demonstra sua ressurreição. Pedro é a figura central nos 12 primeiros capítulos de Atos. O verdadeiro poder do Espírito. Santo revelou-se quando esse humilde pescador se levantou pa falar e 3 mil almas foram salvas. Como poderíamos explicar ousadia de um Pedro, que antes fora covarde, ao se levantar para pregar a uma multidão nas ruas de Jerusalém? Qual era o segredo do ministério de Pedro? É algo muito sério acusar alguém de homicídio, mas foi exatamente o que Pedro fez (2.36). Como ele irá sair dessa situação? Será apedrejado? Os últimos versículos do capítulo 2 respondem a essa pergunta (2.37-47). 
A primeira igreja de Jerusalém foi organizada com 3 mil membros no dia de Pentecoste. Que dias gloriosos se seguiram de ensino, comunhão, sinais e prodígios, e, sobretudo, salvação! “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (2.47). Esse é o verdadeiro objetivo da igreja. Estamos vendo isso hoje? 
Tão maravilhoso como o dom de línguas era o viver diário da primeira igreja. Não é de admirar que contassem com a simpatia de todo o povo e que dia a dia crescesse o número dos alvos.
Os primeiros cristãos eram constantes: 
  • Na freqüência às reuniões — Atos 2.44; 
  • Na contribuição financeira – Atos 2.45;
  • Na missão da igreja 2.46,47. 

O TESTEMUNHO EM JERUSALÉM
(At. 3.1 / 8.3) 

O capítulo 3 inicia junto à porta do templo chamada Formosa. Pedro havia curado um coxo de nascença que era colocado diariamente naquele lugar para pedir esmolas. O milagre atraiu a atenção dos líderes judeus e resultou na primeira oposição da igreja.
Ao juntar-se uma multidão ao redor do coxo curado tão milagrosamente, Pedro aproveitou a oportunidade para pregar seu segundo sermão. Ele não poupou os judeus. Voltou a dizer-lhes 
que Cristo, a quem haviam crucificado, era o Messias havia muito prometido. As palavras de Pedro e João foram tão poderosas que um total de 5 mil pessoas aceitaram Cristo. 
Os líderes revoltaram-se porque os apóstolos ensinavam ao povo que esse Jesus a quem eles haviam crucificado ressuscitara dos mortos e iria voltar (4.2). Ordenaram-lhes que não mais pregassem; a oposição, porém, só fez a igreja prosperar. A oposição não deve causar admiração, nem mesmo surpresa, a nenhum cristão. A obra do Espírito é sempre um prenúncio da obra de Satanás. Toda vez que o Espírito vem para abençoar, o adversário vem para amaldiçoar. O martírio ajuda a igreja, e, sempre que a verdade é pregada com fidelidade, os frutos aparecem (v. At 4.3,4).
Logo que Pedro e João foram soltos, procuraram seus amigos, contaram as experiências e se uniram em oração e louvor. A igreja deve esperar oposição, mas em todas as circunstâncias podemos encontrar coragem e ajuda em Deus. “Tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (4.31). 
Essa espécie de pregação trouxe unidade à igreja. “Da rnultidão dos que creram era um o coração e a alma” (4.32). “Os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus” (4.33). Levemos essa mensagem; os perdidos precisam ouvi-la. 
Ninguém era obrigado a desfazer-se dos seus bens; não se esperava isso deles. Quando alguém trazia o que tinha, era um ato espontâneo. A comunhão de bens era voluntária, limitada a Jerusalém, temporária e exclusiva aos irmãos. 
A igreja tornou-se tão desprendida que muitos vendiam todos os seus bens e depositavam os valores correspondentes aos pés dos apóstolos para serem distribuídos “à medida que alguém tivesse necessidade” (2.45). Contudo, mesmo esse ato de amor e generosidade estava sujeito a abuso e engano. A liberalidade de Barnabé exemplificava o espírito de amor; Ananias e Safira mostravam o espírito de engano, pelo qual iludiram a si mesmos e aos apóstolos. Mas o Espírito Santo revelou a verdade da situação. Eles queriam glória sem pagar o preço; queriam honra sem honestidade, e foram punidos de morte instantânea por declararem que estavam dando tudo a Deus enquanto guardavam uma parte para si (5.4,5). 
Como cristãos, professamos dar tudo a Cristo. A condição que ele estabelece para o discipulado é uma submissão completa. “Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (v. Lc 14.33). Estamos deixando de entregar alguma coisa a Cristo? Somos hipócritas em nosso testemunho? 
O poder do testemunho dos apóstolos residia no fato de sua vida ser uma confirmação da própria vida do Cristo ressuscitado. A atitude do mundo hoje é a de quem quer ver para crer. Aqueles cristãos primitivos mostravam ao mundo quem eram, Nossa vida e conduta testemunham que somos cristãos? 
Quando sinais e prodígios eram realizados entre o povo, as multidões vinham para ver. Quando o Espírito Santo estava presente, o povo via o poder de Deus. O mesmo acontece hoje. Quando as igrejas apresentam Cristo em sua formosura e o Espírito santo em seu poder, o povo vem. Cristo atrai todos os homens.
Os milagres em geral produzem conversões. Quando o milagre das línguas aconteceu, a multidão afluiu (2.6). Quando Pedro e João curaram o homem junto à porta Formosa, o povo correu atônito para junto deles no pórtico chamado de Salomão (3.11). Quando o milagre do julgamento veio sobre Ananias e Safira, “crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor” (5.14). Assim, vemos exemplos em todo o livro. 
Milhares de artigos têm sido escritos sobre como levar os cristãos a trabalhar na igreja. Haverá atividade em abundância na igreja, quando dermos lugar ao Espírito Santo. A igreja cheia 
do Espírito é aquela que trabalha. 
“Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e todos os que ele [...] prenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública (5.17,18). Vemos novamente que o trabalho maravilhoso dos apóstolos provocou a oposição do Sinédrio (um tribunal de 70 juízes). Um grupo de pescadores ignorantes  levantara-se para ensinar, e as multidões os ouviam e seguiam. Esse era o motivo que os perturbava. Embora açoitados e proibidos de pregar, os apóstolos sentiam-se felizes por terem sido achados dignos de sofrer pelo nome de Jesus. “E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (5.42). Suas palavras mais ousadas acham-se nesta declaração: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (5.29). É essa a nossa convicção? Tenhamos o espírito desses apóstolos! Não desanimemos quando os adversários se multiplicam.
Foi convocada uma reunião da igreja, e sete homens foram eleitos diáconos. Havia agora dois ofícios na igreja: “servir às mesas”, isto é, cuidar da distribuição de bens e das necessidades dos irmãos; o outro era o da pregação e da oração. 
Os primeiros diáconos mencionados foram Estevão e Filipe (6.5). Eram homens de grande influência na igreja, talvez mais do que qualquer outro, com exceção de Pedro e Paulo. 
A oposição concentrou-se em Estevão. Leia as experiências registradas nos capítulos 6 e 7. Estevão, um dos primeiros diáconos, era apenas um leigo. É descrito como homem cheio de graça e de poder (6.8). Temos o registro de um só dia da sua vida — o último. Mas que dia! Não é a extensão da nossa vida que conta, mas como vivemos. Alguém disse: “Um cristão está sempre de prontidão”. Isso quer dizer que cada minuto é importante e deve ser vivido sob a direção de Deus. 
Estevão era um homem simples. Como milhares de outros desde então, “ele operou maravilhas” porque era “cheio de fé e de poder”. 
A vida e a morte de Estevão tiveram efeito incalculável na história do mundo pela influência que exerceram em Saulo de Tarso. Quem poderá calcular a influência que nossa vida poderá exercer sobre as pessoas que nos cercam? 
Os líderes da sinagoga “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (6.10). A ira deles transformou-se em ódio homicida. Estevão tornou-se o primeiro mártir da igreja cristã. Podemos atribuir à morte de Estevão, sem dúvida, as primeiras impressões que os seguidores de Cristo causaram em Saulo. 

TESTEMUNHO NA JUDÉIA E SAMARIA
(Cap. 8.4 / 12.25) 

Os discípulos eram testemunhas em Jerusalém, mas Jesus dissera que deveriam ir à Judéia e Samaria. 
Os guias religiosos julgavam estar fazendo a vontade de Deus, cristianismo, matando os cristãos. Paulo disse: “Na verdade, mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno” (26.9). 
Sem o saber, Paulo realmente deu início naquela ocasião à sua obra de espalhar o evangelho. Leia Atos 8.3. Ele pensava estar destruindo o cristianismo, quando, na verdade, o estava divulgando. A perseguição sempre disseminou o cristianismo, como o vento espalha o fogo. Isso vem acontecendo através dos séculos, desde que Jesus viveu entre os homens. Note a qualidade daquela igreja: “Entrementes, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra” (8.4). Essa foi a razão de o evangelho espalhar-se no princípio. Qual foi a comissão dada aos discípulos? “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho...” Quanto Jesus treinou para sua obra? Somente 12, e um deles o abandonou.
Bem, lá estavam eles acomodados m Jerusalém enquanto o mundo precisa
do evangelho. A perseguição por parte de Saulo, como a confusão de línguas na torre de Babel, espalhou os cristãos pelo mundo. Não foi a covardia que os levou a fugir, pois os encontramos em toda parte pregando o evangelho (8.4). 

FILIPE, O EVANGELISTA 

Filipe, um dos sete escolhidos para o diaconato (6.5), era evangelista. Como resultado da perseguição, ele se estabeleceu em Samaria. Jesus tinha dito: “Sereis minhas testemunhas [...] em Samaria...” (At 1.8). Filipe pregava Cristo, e as multidões o seguiam sua campanha de evangelização, mas Deus ordenou-lhe que deixasse o trabalho que fazia com tanto êxito: 
“Dispõe-te e vai para o lado do Sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto” (8.26). Filipe obedeceu e saiu; no caminho, encontrou um etíope. Seria por acaso? Quando estamos no centro da vontade de Deus, as coisas não acontecem por mero acaso. Nenhum amigo cruza nosso caminho por acaso. Nenhuma alegria ou tristeza sobrevém senão pela permissão de Deus. 
Essa história levanta a pergunta sobre qual método dá mais resultados: pregar a um grande número de pessoas ou falar de Jesus individualmente? Muitos julgam que o método individual é lento, mas vejamos alguns dados. 
O Brasil tem hoje uma população de quase 190 milhões de habitantes. Suponhamos que você seja o único cristão neste país. Hoje, você ganha uma pessoa para Cristo; amanhã, os dois ganham mais uma pessoa; no dia seguinte, o mesmo acontece com os quatro; no outro dia, os oito ganham mais oito, e assim por diante. Aqui está um fato impressionante. Se cada um desses cristãos mais os que foram ganhos por eles levassem uma pessoa a Cristo por dia, quanto tempo levariam para alcançar todos esses milhões de brasileiros? Menos de um mês, a contar do primeiro convertido! 
O etíope, convertido pelo testemunho de Filipe, sem dúvida levou o evangelho à África. Nada indica que a África tivesse antes qualquer conhecimento do Filho de Deus. As boas-novas estavam a caminho dos confins da terra. 

SAULO 

A primeira menção feita a Saulo foi por ocasião da morte de Estevão, cujo martírio parece ter influenciado aquele perseguidor da igreja. Saulo estava em luta com uma consciência despertada. Sabia que estava errado, mas não queria ceder. Foi por isso que Jesus lhe disse em sua visão: “Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões” (26.14) Saulo causou grande mal à igreja! Quanto mais inteligente e ética a pessoa é, tanto mais dano pode causar quando dominada por Satanás. 
A conversão de Saulo é de fato uma história emocionante. Procure conhecê-la bem. Antes “respirava ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor” (9.1). Agora o vemos anunciando Jesus nas sinagogas, “afirmando que este é o Filho de Deus” (9.20).paso de suas três viagens missionárias, Paulo tornou conhecida a vontade de Cristo com inconfundível clareza. Não há dúvida de que Paulo ocupa o lugar mais importante que qualquer outro homem no NT. Ele se converteu, e foi feito pelo próprio Cristo. Foi a ele que o Senhor fez revelações diretas da verdade e entregou a doutrina da igreja. A quem Paulo foi especialmente enviado? Era o apóstolo aos gentios, como Pedro, aos judeus. 

PEDRO

O que Pedro tinha feito desde o Pentecoste? O que conta não é só o que se crê, mas o que se faz com o aquilo em que se crê. Cristo dissera a Pedro que ele seria testemunha. Ele desempenhou um importante papel no início da primeira igreja, realizou milagres e batizou milhares. Seu trabalho fora entre os judeus.
Encontramos Pedro agora na casa de Simão, o curtidor (10.5,6). Deus iria mostrar-lhe que o evangelho era tanto para torno para os gentios como para os judeus (10.9-16): o muro alto da diferença religiosa entre judeu e gentio precisava ser derrubado. Pedro foi o homem a quem Deus usou para iniciar essa tarefa. Cristo estava construindo uma igreja e queria que tanto judeus quanto gentios fossem as pedras vivas com as quais fosse edificada (Ef 2.20-22). 
No Pentecoste, Pedro usara as “chaves do reino” confiadas a ele para abrir a porta do evangelho aos judeus. Enquanto Paulo estava em Tarso, Pedro, na casa de Cornélio, fez uso da chave e abriu a porta que impedia os gentios de entrar (10.1-48). Leia essa narrativa.

TESTEMUNHO ATÉ OS CONFINS DA TERRA 
(Cap. 13 / 28) 

A morte de Estevão foi só o começo da grande perseguição aos cristãos. Como conseguiram chegar a Antioquia (11.1 9-21)? Alguém disse que o cristianismo dos dias primitivos foi “uma história de duas cidades” — Jerusalém e Antioquia. 
Até o capítulo 12 de Atos, vimos o início da igreja em Jerusalém, tendo Pedro como líder. Em Atos 13-28, iremos ver Paulo e a igreja em Antioquia, que passou a ser a nova base de 
operações. Todas as maravilhosas viagens missionárias de Paulo tiveram início ali, e não em Jerusalém. Antioquia tornou-se o novo centro da igreja para cumprir a ordem de Jesus. 
Os judeus cristãos, forçados a deixar Jerusalém por causa perseguição, naturalmente tiveram de misturar-se com os gentios. Esses cristãos primitivos não podiam deixar de falar daquilo que mais lhes interessava. O poder de Deus era tão visível que uma grande multidão se uniu à igreja (11.21). 
Foi nessa igreja que os seguidores de Cristo receberam um novo nome. “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (11.26). É interessante notar que a igreja perdera contato com Paulo. Não se importava com o que havia acontecido a ele, mas Barnabé foi procurá-lo (11.25). Ele se comunicara com Paulo todos esses anos. Se não fosse Barnabé, Paulo poderia ter permanecido na obscuridade a vida toda. Irnaginem o que o mundo teria perdido se ele não tivesse sido descoberto! Há muita gente esperando ser descoberta para Deus.

INÍCIO DAS MISSÕES ESTRANGEIRAS 

Paulo e Barnabé, os primeiros missionários, partiram de Antioquia para o Ocidente (13.2,3). O maior empreendimento do mundo são as missões estrangeiras, e aqui temos o início dessa grande obra. A idéia originou-se exatamente como deveria: numa reunião de oração. 
Enquanto Paulo e Barnabé pregavam o evangelho sob perseguições e provocções, havia muitos em Jerusalém levantando o problema que mais perturbou a igreja: o gentio precisava tornar-se judeu e aceitar as leis e cerimônias do judaísmo, antes de tornar-se cristão (15.1)? Paulo e Barnabé não haviam dito nada sobre a lei de Moisés. Sua afirmação era: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (16.31). A lei não salva ninguém. 
A essa altura, Lucas se uniu aos missionários (16.10). A primeira pessoa convertida na Europa não foi um sábio ou uma autoridade influente, mas Lídia, uma vendedora de púrpura. 
Em Filipos, encontramos Paulo e Suas na prisão. Por que vemos homens como esses lançados numa cela escura? Leia Atos 16.16-24. O segundo cristão da Europa foi bem diferente da primeira cristã. Lídia converteu-se numa reunião de oração, mas foi preciso um terremoto para sacudir o carcereiro. A pergunta dele é provavelmente uma das mais importantes do mundo (16.30). 
A experiências de Paulo nas maiores cidades de seu tempo são repletas de fatos interessantes. Ele implantou uma igreja em Tessalônica (17.4). Na famosa Atenas, pregou seu imortal sermão no Areópago. Essa é uma das grandes cenas da História. Que efeito causou aos ouvintes (17.32)? 
Paulo deixou Atenas e chegou a Corinto muito desanimado. Não sabemos se conseguiu organizar uma igreja em Atenas, mas em Corinto, uma das cidades mais corrompidas do mundo antigo, organizou uma igreja e lá permaneceu dezoito meses para confirmar os discípulos na fé (18.8). Foi lá que ele encontrou Áquila e sua esposa, Priscila, os quais se tornaram grandes e leais amigos do apóstolo. Depois de uma ausência de três ou quatro anos, Paulo voltou a Antioquia, passando por Éfeso. Em Antioquia, apresentou o relatório da sua entrada na Europa. 

A TERCEIRA VIAGEM MISSIONÁRIA

Paulo passou três anos numa das maiores cidades da época. vez, com exceção de Roma, a maior cidade do mundo e a mais cosmopolita, famosa por seu luxo, por sua licenciosidade,  e pelo culto à deusa Diana. Multidões de judeus e da Ásia ouviram a pregação do evangelho. Os anos que o apóstolo passou ali foram marcados por muitos acontecimentos interessantes. É difícil escolher o mais importante deles. Convertidos entusiastas queimaram seus livros de artes mágicas e jogaram fora os ídolos de prata. Houve uma grande fogueira em Éfeso. Parece que podemos ver as chamas ardendo ainda hoje. Representavam a queima de seu modo antigo de viver. Paulo ensina que todo ídolo deve ser derrubado em nosso coração e que só o Senhor é digno de ocupar o trono. Há alguma coisa em nossa vida que precisa ser queimada? 
Bênçãos como essas não podiam ficar por muito tempo sem oposição. Ao lermos o capítulo 19 até o fim, vemos os resultados do trabalho de Paulo. Os artífices de prata fizeram um alvoroço, e os apóstolos foram salvos graças à intervenção das autoridades locais. 
Era em suas viagens que Paulo escrevia suas maravilhosas cartas, e hoje as lemos com grande proveito e interesse. De Éfeso, enviou sua primeira carta aos coríntios (1Co 16.8). Na terceira  viagem, escreveu 2Coríntios, Gálatas e Romanos. 

A DESPEDIDA DE PAULO 

A última viagem missionária de Paulo deve ter sido uma experiência comovedora. Em toda parte, era preciso despedir-se. Ele sabia que sua carreira estava chegando ao fim. Leia Atos 20.37,38. Choraram e o abraçaram afetuosamente, expressando sua tristeza, certos de que não mais o veriam. Imagine essa experiência triste repetida uma dúzia de vezes. Talvez nenhum outro homem, com exceção de Davi, tenha inspirado amor tão intenso em tantos corações.
Partindo do porto de Éfeso, Paulo despediu-se dos amigos pela última vez. Seu destino é Jerusalém, e de agora em diante ele é visto como “prisioneiro do Senhor”. Visitou Jerusalém pela última vez. Ali, uma dessas turbas que se formam com rapidez no Oriente acometeu contra o apóstolo e o agarrou, acusando-o de ensinar os judeus a desprezarem Moisés. Sem dúvida, recordou-se de que, vinte e seis anos antes, ele mesmo, perto daquela cidade, tomara parte no assassinato de Estevão. Descobrindo que Paulo era cidadão romano, o comandante prometeu-lhe julgamento condigno. Paulo fez sua defesa em Cesaréia, perante Félix, o governador romano. Após dois anos de prisão, foi julgado pela segunda vez perante o novo governador, Festo, diante do qual apelou para César o imperador romano  (21.27-26.32).
Depois de urna viagem emocionante, na qual o navio naufragou urrível tempestade na altura da costa de Malta, Paulo chegou a Roma. Ali ficou preso dois anos na residência que alugara. Mesmo na prisão, o grande pregador e evangelista levou a Cristo os serviçais do palácio de Nero. Servir ao Mestre pode tornar luminosas as horas mais negras da vida. Quando procuramos aliviar os fardos dos outros, o nosso se torna mais leve (27.1-28.24). 
Durante a prisão, Paulo escreveu muitas de suas epístolas: Filemom, Colossenses, Efésios e Filipenses. Numa cadeia em Roma, aguardando a sua execução a qualquer momento, ele escreveu a segunda epístola a Timóteo.
Finalmente, de acordo com a tradição, o amado apóstolo foi condenado e decapitado. Sua alma heróica foi libertada, e o corpo frágil, sepultado nas catacumbas. 
Paulo salvou o cristianismo dos limites estreitos de uma seita judaica e o tornou um movimento de alcance mundial. Procurou derrubar as barreiras entre judeus e gentios e entre livres. 
Atos é o único livro inacabado da Bíblia. Observe a maneira brusca como termina. De que outro modo poderia terminar? 
Como poderia haver uma narrativa completa da vida uma pessoa que ainda vive? Nosso Senhor, que ressuscitou a ascendeu ao céu, ainda vive. Do centro — Cristo —, as linhas se estendem em todas as direções, mas “os confins da terra” ainda não foram atingidos. Esse livro é só um fragmento. O evangelho de Cristo avança; ainda estamos vivendo Atos. 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL 
  • Domingo: A PRIMEIRA IGREJA EM JERUSALÉM Atos 1.1 – 4.37
  • Segunda: TESTEMUNHO EM JERUSALÉM Atos 5.1—8.3 
  • Terça: TESTEMUNHO NA JUDÉIA E SAMARIA Atos 8.4—12.25
  • Quarta: PAULO ORGANIZA IGREJAS (PRIMEIRA VIAGEM) 13.1—15.35 
  • Quinta: PAULO TORNA A VISITAR AS IGREJAS (SEGUNDA VIAGEM) Atos 15.36—18.21 
  • Sexta: PAULO ANIMA AS IGREJAS (TERCEIRA VIAGEM) Atos 18—25.9 
  • Sábado: PAULO ENVIADO A ROMA Atos 25.10—28.31

domingo, 22 de janeiro de 2012

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Visão Holística de Lucas

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LUCAS 
Apresenta Jesus Cristo, o Filho do homem 

O autor do terceiro evangelho foi o médico Lucas, companheiro de Paulo (At. 16.10-24; 2Tm 4.11; Cl 4.14). Natural da Síria, aparentemente não era judeu, pois Colossenses 4.14 o situa entre outros cristãos gentios. Se isso é verdade, ele foi o único escritor gentio do NT. 
Ë fácil ver que Lucas era homem culto e observador perspicaz. Ficamos sabendo que o livro de Atos dos Apóstolos foi escrito pelo autor do terceiro evangelho (At. 1.1). 
O evangelho de Lucas foi escrito para os gregos. Além do judeu e do romano, o grego também estava se preparando para a vinda de Cristo. Era diferente dos outros dois em muitos aspectos: Possuía cultura mais ampla, amava o belo, a retórica e a filosofia. Lucas, grego culto, era o homem talhado para essa tarefa. Apresenta Jesus como o ideal da perfeita varonilidade. 
Observe que a inspiração não destrói a individualidade. Na introdução (1.1-4), o elemento humano aparece em conexão com a revelação de Deus. Lucas dirigiu seu evangelho a um homem chamado Teófilo, ao que parece um cristão leigo influente na Grécia. 
Mateus apresenta Cristo aos judeus como Rei. 
Marcos apresenta-o aos romanos como Servo de Jeová. 
Lucas apresenta-o aos gregos como Homem perfeito. 
É o evangelho para o pecador. Revela o amor compassivo de Cristo tornando-se homem para salvar o homem. Em Lucas, vemos Deus manifesto na carne. Ele focaliza a humanidade de nosso Senhor; evela o Salvador como homem, com toda a sua compaixã6, seus sentimentos e poder - um Salvador adequado a todos. Nesse evangelho, vemos o Deus da glória descer até nós, assumir nossas condições e sujeitar-se às nossas circunstâncias. 
Lucas é o evangelho da varonilidade de Cristo. Devemos lembrar, entretanto, que embora Jesus se misturasse com os homens, apresenta um profundo contraste com eles. Era o Deus-homem solitário. Havia uma grande diferença entre Cristo como Filho de Deus e nós, filhos dos homens. A diferença não é só relativa, mas absoluta. As palavras do anjo a Maria: “O ente santo que há de nascer” (1.35) refere-se à humanidade de nosso Senhor em contraste com a nossa. A natureza humana é impura (Is 64.6), mas o Filho de Deus, quando encarnou, era “santo”. Adão, no estado anterior à Queda, era inocente, mas Cristo era “santo”. 
Conforme o tema de seu evangelho, o dr. Lucas dá-nos informações minuciosas quanto ao nascimento miraculoso de Jesus. Somos gratos porque o testemunho principal desse fato chegou a nós por um médico. Cristo, o Criador do Universo, entrou no mundo como qualquer outro homem. Esse é o mistério dos mistérios, mas temos fatos suficientes que nos permitem verificar a veracidade dessas predições. Só Lucas conta a história da visita dos pastores (2.8-20). 
Desse evangelho aprendemos que, como menino, Jesus se desenvolveu naturalmente (2.40-52). Como criança, era sujeito a José e Maria (2.5 1). Não há nenhum registro de crescimento malsão ou sobrenatural. É Lucas somente quem conta a visita de Jesus ao templo aos 12 anos. 
Como homem, trabalhou com as mãos, chorou sobre a cidade, ajoelhou-se em oração e conheceu a agonia do sofrimento. Tudo isso é profundamente humano. Cinco dos seis milagres foram de cura. Só Lucas fala da cura da orelha de Malco (Lc 22.51). 
Lucas é o evangelho dos desprezados. Ele nos fala do bom samaritano (10.33), do publicano (18.13), do filho pródigo (15.11-24), de Zaqueu (19.2) e do ladrão na cruz (23.43). É o autor que mais tem o que dizer sobre a mulher (caps. 1 e 2). Menciona a compaixão de Jesus pela viúva de Naim e sua profunda misericórdia pela adúltera. Sua consideração por mulheres e crianças é demonstrada em 7.46; 8.3; 8.42; 9.38; 10.38-42; 11.27; 23.37. 
Só Lucas registra que, quando Jesus contemplou a cidade de Jerusalém, chorou sobre ela; só ele menciona o Filho de Deus suando sangue no Gersêmani; sua misericórdia dirigida ao ladrão moribundo na cruz; a caminhada com os dois discípulos a caminho de Emaús. Ele também refere-se ao fato de Jesus levar os discípulos até Betânia e que, quando ergueu as mãos e os abençoou, retirou-se deles. 
Lucas é um livro cheio de poesia. Abre com um hino: “Glória a Deus!”. Encerra com um hino: “E estavam sempre no templo, louvando a Deus”. A partir daí, o mundo tem cantado. Graças a Deus por um evangelho assim, que preserva gemas preciosas da hinologia cristã: 
O Magnificat — hino de regozijo de Maria (1.46-55) 
O hino de Zacarias (1.68-79) 
O hino dos anjos (2.8-14) 
Lucas fala mais das orações de nosso Senhor que qualquer outro dos evangelhos. A oração é a expressão da dependência de Deus. Por que há tanta atividade na igreja e tão poucos resultados de conversões reais para Deus? Por que se corre tanto de cá para lá e tão poucos são trazidos a Cristo? A resposta é simples. 
Não há bastante oração particular. A causa de Cristo não precisa de menos atividades, mas de mais oração. 
Não há bastante oração particular. A causa de Cristo não precisa de menos atividades, mas de mais oração. 
A coisa mais difícil para os judeus e os cristãos primitivos aprenderem foi que os gentios teriam pleno acesso ao reino e à igreja. Simeão ensinou isso. Leia Lucas 2.32. Cristo enviou os 70 discípulos não só às ovelhas perdidas da casa de Israel, mas a “cada cidade e lugar” (10.1). Todo o ministério de Jesus do lado ocidental do Jordão foi para os gentios. 

PREPARAÇÃO DO FILHO DO HOMEM
(Cap. 1.1 / 4.13) 

O início desse belo livro é significativo. Um homem vai ser biografado, e o escritor, Lucas, dedica essa biografia a seu amigo Teófilo. Refere-se ao seu conhecimento pessoal do assunto: “depois de acurada investigação de tudo desde sua origem” (1.3). Revela calor humano na sua apresentação do Homem Jesus Cristo. 
O capítulo de abertura é característico. João, como convém ao seu tema, começa assim: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Seu tom, através do livro, não é deste mundo, mas Lucas é bem diferente. Ele começa com uma simples história terrena: “Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote”. Com o desenrolar da história, aparecem expressões de afeição e simpatia humana que nenhum dos outros evangelhos apresenta. Ficamos sabendo das circunstâncias que cercaram o nascimento e a infância do santo Filho de Deus e do que fora enviado como seu precursor. O nascimento de João Batista (1.57-80), o cântico dos anjos aos pastores (2.8-20), a circuncisão (2.21), a apresentação no templo (2.22-38) e a história do menino aos 12 anos (2.41-52) são todos apresentados por Lucas. 
No capítulo 2, Lucas relata que “naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto convocando toda a população do império para recensear-se” (2.1). Vem depois um fato que nunca encontraríamos em Mateus: José e Maria subiram para se alistar com os demais que iam, cada um à sua cidade. Lucas mostra aqui não alguém com pretensões de domínio, mas um que veio para tomar seu lugar entre os homens. 
Deus cumpre o que os profetas haviam dito. Miquéias dissera que Belém seria o lugar de nascimento de Jesus (Mq. 5.2-5), porque ele pertencia à família de Davi. Maria, porém, vivia em Nazaré, que ficava a uns cento e sessenta quilômetros de Belém. Deus fez Roma baixar um decreto que obrigava Maria e José a irem a Belém, exatamente quando a criança estava para nascer. Não é maravilhoso como Deus usa o decreto de um monarca pagão para fazer cumprir suas profecias? Deus ainda move a mão dos governantes para a realização dos seus propósitos. 
Ouvimos a mensagem dos anjos aos pastores em vigília, mas não vemos os sábios do Oriente indagando sobre o recém-nascido Rei dos judeus. O anjo diz aos humildes pastores: “Eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador” (não o Rei) (2.10-12). 
Por que o Pai permitiu que o seu bendito Filho, ao encarnar como homem, nascesse num lugar tão humilde? Lucas é o único que toca nesse ponto relativo à sua humanidade. 

SUA INFÂNCIA 

“Crescia o menino [...] e a graça de Deus estava sobre ele” (2.40). Aos 12 anos, Jesus subiu a Jerusalém com os pais para a festa, como todo menino judeu fazia nessa idade. Permaneceu em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. Bem típico de um garoto! Eles o acharam assentado no meio dos mestres, “ouvindo-os e interrogando-os” (2.46). Quão intensamente humano é isso! Entretanto, lemos: “E todos os que ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas” (2.47). Lucas diz que ele era cheio de sabedoria. Lado a lado com o humano, há sempre a evidência de que era mais do que homem. Temos aqui as primeiras palavras de Jesus registradas: “Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (2.49). É o primeiro autotestemunho da sua divindade. 
Lemos em seguida: “E desceu com eles para Nazaré; e era- lhes submisso” (2.5 1). “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (2.52). Todas essas coisas são peculiares a Jesus como homem, e só Lucas as registra. É importante notarmos que Jesus era “popular” em Nazaré. Seguem-se dezoito anos de silêncio. 

O BATISMO DE JESUS 

Apareceu João Batista “pregando batismo de arrependimentopara remissão de pecados”(3.3). Então veio Jesus para ser batizado. Só Lucas relata que, “ao ser todo o povo batizado, também o foi Jesus; e, estando ele a orar, o céu se abriu” (3.2 1). Ele está ligado “a todo o povo”; desceu ao nível do homem. Mateus e Marcos registram o batismo de Jesus, mas João o omite, porque ele é visto como o Filho unigênito de Deus. É Lucas quem nos dá a idade com que nosso Senhor iniciou seu ministério público (3.23). 

GENEALOGIA 

A genealogia de Jesus Cristo em Lucas é dada em conjunção com seu batismo, e não com seu nascimento (3.23). Há consideráveis diferenças entre a genealogia de Lucas e a de Mateus. Em Mateus, temos a genealogia real do Filho de Davi, por parte de José. Em Lucas, temos sua genealogia pessoal, pelo lado de Maria. Em Mateus, a genealogia é traçada desde Abraão; em Lucas, ela vai até Adão. Ambas são significativas. Mateus mostra a relação de Jesus com os judeus, por isso vai só até Abraão, pai da nação judaica. Em Lucas, Jesus aparece relacionado à raça humana, daí sua genealogia chegar até Adão, pai da humanidade. 
Em Lucas, a linha ancestral de Jesus recua até Adão e é, sem dúvida, a linha de sua mãe. Em Lucas 3.23, não se diz que Jesus era filho de José. A expressão é: “Era, como se cuidava, filho de José”. Em Mateus 1.16, em que aparece a genealogia de José1 vemos que ele era filho de Jacó. Em Lucas, José é mencionado como filho de Heli. Ele não podia ser filho de dois homens por geração natural. Observe, porém, o seguinte: o registro não declara que Heli gerou José, daí supor-se que José era filho em virtude do casamento, isto é, genro de Heli. Acredita-se que Heli tenha sido pai de Maria. 
A genealogia por parte de Davi passa por Natã, e não por Salomão. Isso também é importante. O Messias deve ser filho e herdeiro de Davi (2Sm 7.12,13; Rm. 1.3; At. 2.30,31) e sua semente segundo a carne. Ele deve ser literalmente descendente de carne e sangue. Daí Maria e José serem membros da casa de Davi (1.32). 

A TENTAÇÃO 

“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo” (4.1,2). 
Só aqui somos informados de que o Salvador estava cheio do Espírito Santo ao voltar do batismo. Só Lucas menciona que “Jesus, no poder do Espírito, regressou para a Galiléia” (4.14), mostrando que a velha serpente fracassara por completo ao tentar cortar a comunhão do Filho do homem na terra com seu Pai no céu. 
Assim como Jesus saiu do fogo da provação no poder inquebrantável do Espírito, também nós podemos fazê-lo. É somente quando estamos cheios do Espírito que podemos vencer a tentação pelo poder do mesmo Espírito. 
O propósito da tentação não foi descobrir se Jesus cederia ou não a Satanás, mas demonstrar que ele não poderia ceder; mostrar que não havia nada nele que desse a Satanás o direito de fazer qualquer alegação. Cristo podia ser provado. Quanto mais se esmaga uma rosa, mais se sente a sua fragrância. Desse modo, quanto mais Satanás o pressionava, mais se revelava sua perfeição. 

O MINISTÉRIO DO FILHO DO HOMEM 
(Cap. 4:14 / 19:48) 

Estes são os acontecimentos da vida de Jesus, na ordem em que estão registrados: 

Ministério ao redor da Galiléia - 4.14-9.50 
  • Ministério em Nazaré, a cidade onde morava -4.16-30 
  • Pregação em Cafarnaum - 4.31-44 
  • Chamado de Pedro, Tiago e João - 5.1-11 
  • Chamado de Mateus - 5.27-39 
  • Os fariseus - 6.1-11 
  • A escolha dos Doze - 6.12-16 
  • A instrução aos discípulos - 6.17-49 
  • Milagres - 7.1-17 
  • Discursos do Mestre - 7.18-50 
  • Parábolas - 8.4-18 
  • Os verdadeiros parentes - 8.19-21 
  • O mar acalmado - 8.22-25 
  • A cura de um endemoninhado - 8.26-40 
  • A mulher curada - 8.41-48 
  • A ressurreição da filha de Jairo - 8.49-56 
  • A missão dos Doze - 9.1-10 
  • Cinco mil alimentados - 9.10-17 
  • A confissão de Pedro - 9.18-21 
  • A transfiguração - 9.27-36 
  • A cura do jovem possesso - 9.37-43 
Ministério na Judéia - 9.51-19.27 
  • A missão dos setenta - 10.1-24 
  • O bom samaritano -10.25-37 
  • Marta e Maria- 10.38-42 
  • Jesus ensina os discípulos a orar - 11.1-13 
  • Buscando sinais -11.14-36 
  • Os fariseus denunciados - 12.1-12 
  • O pecado da avareza- 12.13-59 
  • O arrependimento - 13.1-9 
  • O reino de Deus - 13.18-30 
  • Jesus fala sobre a hospitalidade - 14.1-24 
  • Jesus fala sobre a renúncia - 14.25-3 5 
  • O Salvador e os perdidos - 15.1-32 
  • O administrador infiel - 16.1-30 
  • A caminho de Jerusalém - 16.31-19.27 
Ministério em Jerusalém - 19.28-24.53 
  • A entrada triunfal - 19.28-38 
  • A autoridade de Jesus posta em dúvida - 20.1-21.4 
  • Acontecimentos futuros - 21.5-38 
  • A última Páscoa de Jesus - 22.1-38 
  •  Jesus é traído - 22.39-53 
  • Julgado perante o sumo sacerdote - 22.54-71 
  • Julgado perante Pilatos - 23.1-26 
  • Á crucificação - 23.27-49 
  • O sepultamento - 23.50-56 
  • A ressurreição - 24.1-48 
  • A ascensão - 24.49-53 
A lista não é completa, mas dá uma vista geral da vida ativa do Filho do homem na terra. A palavra-chave de seu ministério é “compaixão”. 
Depois da tentação, Jesus, “indo para Nazaré, onde fora criaI , entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (4.16). 
Jesus declara aqui que Deus o havia ungido para anunciar III)ertação aos cativos e pregar boas-novas aos pobres e opriiiidos. Escolheu o capítulo 61 de Isaías, que anunciava o objeÉ ivo da sua missão na terra. Fora comissionado e enviado por 1 )eus e divinamente qualificado para a sua obra. Ele é nosso Redentor; fez-se semelhante a nós para nos libertar; tornou-se homem a fim de nos reconciliar com Deus. 
No começo do ministério de Jesus, vemos os da sua própria cidade resolvidos a matá-lo (4.28-30). Eles disseram: “Não é este o filho de José?”. Este foi o primeiro sinal da sua futura rejeição. Jesus se havia proclamado Messias (4.21). Iraram-se por haver sugerido que o Messias deles seria enviado também aos gentios (Lc 4.24-30). Acreditavam que a graça de Deus estava limitada aos judeus e, por isso, estavam prontos a matá-lo. Ele recusou-se a realizar milagres ali por causa da incredulidade deles. Tentaram precipitá-lo de um monte, mas ele escapou e foi para Cafarnaum (4.29-31). (Comparando Lc 4.16 com Mt 13.54, parece que Jesus fez outra visita a Nazaré alguns meses mais tarde, mas sem resultado.) 

EVANGELHO MUNDIAL 

Os judeus odiavam os gentios por causa de como foram tratados por eles quando cativos na Babilônia. Olhavam-nos com desprezo; consideravam-nos imundos e inimigos de Deus. Lucas descreve Jesus derrubando essas barreiras entre judeus e gentios, apresentando o arrependimento e a fé como as únicas condições de entrada no reino. “E que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (24.47). O evangelho de Jesus Cristo não é simplesmente uma das religiões do mundo; é a verdade viva de Deus adaptada a todas as nações e a todas as classes. Leia Romanos 1.16. 
Como Filho do homem, Jesus atenta para as necessidades de todos os homens. Em Lucas 6, que é substancialmente igual ao Sermão do Monte em Mateus, encontramos amplos ensinos morais, aplicáveis às necessidades de todos. Ele resume em alguns versículos o que Mateus apresenta nos capítulos 5-7 (Lc 6.20-49). Não faz referência à lei e aos profetas como Mateus. 
Jesus diz aqui palavras escolhidas a seus discípulos. As bem-aventuranças apresentam um retrato do cristão. Não é o que estamos nos esforçando por ser, mas o que somos em Cristo que nos traz alegria. As bem-aventuranças são um retrato de Cristo, pois expõem a face do próprio Jesus e descrevem o cristão perfeito. 

OS DISCÍPULOS COMISSIONADOS 

Ao serem comissionados os Doze (cap. 9), receberam uma tarefa mais ampla. Em Mateus, ouvimos o Senhor dizer: “Não tomeis rumo aos gentios [...] mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt. 10.5,6). Lucas omite isso e diz: “Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho [...] por toda parte” (Lc 9.6). 
Aonde Jesus Cristo ia, seguia-o uma multidão, “e procuravam tocá-lo, porque dele saía poder; e curava a todos” (6.19). Ele dava de si mesmo; assim devemos servi-lo. 
Jesus tem poder sobre a doença e a morte (7.1-17). Também demonstra ser amigo dos pecadores. Tinha vindo para “buscar e salvar o que se havia perdido”. É chamado “amigo dos publicanos 
e pecadores” (7.36-50). 

JESUS CRISTO, O MESTRE 

Os alunos - Jesus era Mestre. Seus discípulos foram instruídos e treinados para levar avante sua mensagem (6.12-16). 
A escola - A matrícula nessa escola é controlada; há determinadas exigências. Mas, por outro lado, o ingresso é fácil. Não há barreira de idade, sexo, raça ou cor (14.25-33.) 
Exigências de entrada - “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo” (14.27). “Todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (14.33). 
Exames - Jesus conhece a capacidade e as limitações de cada aluno da sua escola. Seus exames não são os mesmos para todos; ele dá provas individuais. É fácil seguir as provas que deu a Pedro. Em Lucas 5, está provando a obediência de Pedro (5.5). Em 9.18, submeteu os alunos a um exame, e o impetuoso Pedro deu uma resposta surpreendente (9.18-20). 
Normas a observar - Um relacionamento adequado com o Mestre deve ser mantido o tempp todo. Muitos pensam que basta um contato inicial com Jesus. Não é assim. Tem de haver estudo constante da sua Palavra, tempo gasto no laboratório da oração e na prática do exercício espiritual (9.59; 5.27). 
Escola prática - Jesus não só lhes ensinou, mas os fez experimentar as grandes verdades que apresentava (10.1-12,28,36, 37; 11.35; 12.8,9; 14.25-33; 18.18-26). 
O curso - O curso incluía um estudo do reino e do Rei (7.28; 8.1; 9.2,11,62; 13.20,21; 12.32; 9.12,15; 22.29; 13.28,29; 17.20; 18.29). 

O SOFRIMENTO DO FILHO DO HOMEM
(Cap. 20:1 / 23:56) 

Jesus está sentado com os discípulos ao redor da mesa, celebrando a festa da Páscoa. Nessa ocasião, ele institui o que chamamos “a ceia do Senhor”. Ouça suas palavras: “Isto é o meu corpo oferecido por vós [...]. Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós” (22.19,20). dif rente do registro de Mateus e Marcos. Eles dizem: “Meu sangue derramado a favor de muitos”. Seu amor é expresso de maneira muito pessoal em Lucas. Ele acrescenta: “Fazei isto em memória de mim”. 
Observe o triste registro dos acontecimentos relacionados com a sua morte. Os discípulos estão discutindo sobre qual deles seria o maior no reino (22.24-27). Lemos acerca de Pedro e de sua lamentável história negando seu Senhor e Mestre (22.54-62). 

O GETSÊMANI 

Em agonia, Jesus está orando no jardim do Getsêmani, e seu suor se torna em gotas de sangue caindo sobre a terra. Lucas diz que um anjo apareceu para confortá-lo, fato que Mateus e Marcos não mencionam. 
Por entre as sombras do jardim, chega um grupo de soldados, tendo à frente Judas. Este se aproxima para beijar Jesus. Sim, ele ainda é discípulo. As Escrituras dizem que Jesus seria traído por um amigo e vendido por 30 moedas de prata (Lc 22.47-62; SI 41.9; Zc 11.12). 
O pior de tudo é que seus amigos o deixaram, abandonaram-no e fugiram, exceto João, o amado. Somente Lucas nos diz que Jesus olhou para Pedro e lhe partiu o coração com seu olhar de amor. 
Seguimos Jesus até o pretório de Pilatos e depois perante Herodes (23.1-12). Avançamos pela Via Dolorosa até a cruz (23.27-38). Somente Lucas usa apalavra Calvário, que é o nome gentio de Gólgota. Lucas omite muita coisa que Mateus e Marcos registram, mas é o único a mencionar a oração (23.13-46). 
Havia três cruzes no monte Calvário. Numa delas, estava um ladrão, morrendo por seus crimes. Lucas também registra o fato (23.39-45). Esse homem foi salvo do mesmo modo que todo pecador precisa ser salvo. Ele creu no Cordeiro de Deus que morreu na cruz naquele dia a fim de pagar a pena do pecado. 
A cena do Calvário termina com o Filho do homem clamando em alta voz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (23.46). O centurião dá este testemunho: “Verdadeiramente este homem era justo” (23.47). 

A VITÓRIA DO FILHO DO HOMEM
(Cap. 24.1-53) 

Passamos, com grande alívio, da tristeza e da morte na cruz, da escuridão e do desalento do túmulo, para o esplendor e a glória da manhã da ressurreição. 
Lucas dá-nos parte da cena que os outros não narram. É a história da caminhada a Emaús. Jesus mostra a esses dois discípulos que, como Senhor ressurreto, ele é exatamente o mesmo amigo amoroso e compreensivo que tinha sido antes de sua morte. Depois de caminhar ao seu lado, abrindo-lhes as Escrituras sem ser reconhecido, os discípulos insistem em que entre e passe a noite com eles. Ao levantar aquelas mãos que tinham sido perfuradas pelos cravos e para partir o pão, eles o reconheceram, mas Jesus desapareceu. Retornaram a Jerusalém e lá encontraram provas abundantes da ressurreição. Jesus provou que era um ente real com carne e ossos. Todos esses pormenores pertencem ao evangelho de Lucas. 
Estão registradas nada menos que 11 aparições de Jesus, depois da ressurreição, não só a indivíduos, mas a grupos e multidões. Primeiro, às mulheres, a Maria e depois aos demais (Mc 16; Jo 20.14); depois, a Pedro sozinho (Lc 24.34); em seguida, aos dois de Emaús (Lc 24.13); aos dez apóstolos em Jerusalém [estando ausente Tomé] (Jo 20.19) e mais tarde aos 11 discípulos (Jo 20.26,29); depois disso, a sete deles no mar de Tiberíades (Jo 21.1). Mais adiante, ao grupo todo dos apóstolos num monte na Galiléia (Mt 28.16); depois, a 500 irmãos de uma vez (iCo 15.6); então, aTiago (lCo 15.7); e, finalmente, ao pequeno grupo no monte das Oliveiras, na sua ascensão (Lc 24.51). 
Três vezes lemos que os discípulos o tocaram após a ressurreição. (Mt 28.9; Lc 24.39; Jo 20.27). Além disso, comeu com eles (Lc 24.42; Jo 21.12,13). 
“Aconteceu que, enquanto os abençoava, {...] foi elevado para o céu” (Lc 2451). O fato de ter sido “elevado” revela mais uma vez que ele era homem. 
Já não é um Cristo local, limitado a Jerusalém, mas um Cristo universal. Ele podia dizer aos discípulos que se lamentavam1 pensando que não mais o teriam consigo: “Eis que estou convosco todos os dias” (Mt 28.20). Como era diferente a esperança e a alegria desses seguidores escolhidos, do desespero e opróbrio da crucificação! Eles voltaram a Jerusalém com grande alegria. 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL
  • Domingo: “SEMELHANTE AOS IRMÃOS” Lucas 1. 1-3.38 
  • Segunda: “TENTADO [...] À NOSSA SEMELHANÇA” Lucas 4.1-8.3 
  • Terça: “COMPADECEU-SE DAS NOSSAS FRAQUEZAS” Lucas 8.4-12.48 
  • Quarta: “CUMPRIA-ME ESTAR NA CASA DE MEU PAI” Lucas 12.49-16.31 
  • Quinta: “JAMAIS ALGUÉM FALOU COMO ESTE HOMEM” Lucas 17. 1-19.27 
  • Sexta: “TU ÉS UM RESGATADOR” Lucas 19.28-23.56 
  • Sábado: “POR FIM SE LEVANTARÁ SOBRE A TERRA” Lucas 24.1-53 

domingo, 15 de janeiro de 2012

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Visão Holística de Marcos

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MARCOS 
Apresenta Jesus Cristo, o Servo de Deus 

O AUTOR 

João, cujo sobrenome era Marcos, é o autor (At 12.12,25). Era filho de Maria e primo de Barnabé (Cl 4.10); provavelmente, natural de Jerusalém. Acompanhou Paulo e Barnabé a Antioquia e foi causa da desavença entre eles (At 12.25; 13.5). Nessa ocasião, deixou-os, talvez por causa das dificuldades surgidas (At 13.13). Mais tarde, tornou-se de grande proveito para Paulo (Cl 4.10,11; 2Tm 4.11). Acredita-se que os discípulos se reuniram no cenáculo da casa da mãe de Marcos, em Jerusalém. Pedro foi instrumento da sua conversão e afetuosamente o trata “meu filho” (1 Pe 5.13). Percebe-se a influência do ensino dc Pedro neste evangelho. 

O PROPÓSITO 

Em Marcos 10.45, encontramos o objetivo do autor ao escrever esse evangelho: “Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Ao contrário de Mateus, Marcos não estava procurando provar certas declarações e profecias a respeito de Jesus. Seu único bjetivo foi narrar claramente determinados fatos a respeito de Jesus, seus atos mais do que suas palavras. Prova que Jesus é o Filho de Deus não por declarar que ele veio à terra, mas mostrando o que realizou durante a sua breve carreira terrena e como sua vinda transformou o mundo. 
Há uma aceitação geral de que o evangelho de Marcos foi escrito para leitores romanos. O romano era diferente do judeu; caracterizava-se por forte espírito prático. Conseqüentemente, sua religião tinha de ser prática. Não tinha nenhum interesse em buscar no passado as raízes de sua crença e, por isso, era indiferente a genealogias e cumprimentos de profecia. Não se interessava por dogmas judaicos; sua tendência seria dizer: “Nada sei das suas Escrituras, nem me interessam suas idéias, mas gostaria de ouvir a história simples da vida desse homem chamado Jesus. Conte-me o que ele fez; desejo conhecê-lo exatamente como era”. 
Marcos é bem diferente de Mateus, tanto em sua natureza como em seu propósito. É o mais curto dos evangelhos. 
Mateus tem 28 capítulos é cheio de parábolas e apresenta Jesus como Filho de Davi, com dignidade e autoridade reais (28.18). 
Marcos tem 16 capítulos e só registra quatro parábolas; apresenta Cristo como Servo de Jeová, humilde, mas perfeito. Os anjos aparecem para servi-lo. 

CARACTERÍSTICAS GERAIS 

Pode-se perceber o talento de um artista no que deixa de fora. Um amador procura incluir tudo. Em estrita harmonia com o propósito central de Marcos, que é salientar Jesus como Servo, observemos as suas omissões. 
Não há nada sobre o nascimento virginal; nenhuma referência ao seu nascimento se faz em todo o evangelho. Isso é significativo. Ninguém se interessa na genealogia de um servo; a visita dos magos não é mencionada. Um servo não recebe homenagens. Não se fala da visita do menino Jesus ao templo; não interessa a Marcos o Jesus menino, mas o Cristo capaz de agir. Não aparece o Sermão do Monte. Mateus dedica três capíttilos inteiros a esse sermão que apresenta as leis do reino e descreve as qualidades de seus súditos. Marcos apresenta Cristo como o perfeito “trabalhador”. Um servo não tem reino nem elabora leis. 
Marcos não cita os profetas. A única referência é Marcos 1.2. Mateus tem citações em cada página. 
Não se usam títulos divinos; nunca se fala de Jesus como Rei, a não ser em tom de zombaria. Mateus diz: “Ele será chamado pelo nome de Emanuel - Deus conosco”. Marcos não. Chama-o de “Mestre”, enquanto os outros evangelistas chamam- no de “Senhor”. 
Mateus diz: “Senhor, salva-nos! Perecemos!”. Marcos diz: “Mestre, não te importas que pereçamos?”. 
Por ocasião da sua morte, não declara que a obra havia sido consumada, como em João 19.30. Não cabe ao servo dizer quando sua obra terminou. Não há introdução em Marcos. Os outros evangelhos têm extensas aberturas, mas não há nenhuma em Marcos. O versículo inicial diz: “Evangelho de Jesus Cristo”. Ele acrescenta: “Filho de Deus”, a fim de proteger sua glória divina. Como isso é diferente de Mateus, onde encontramos o evangelho do reino. 
A palavra “evangelho” aparece 12 vezes nos quatro evangelhos, e oito delas estão em Marcos. Cabe ao Servo levar as boas-novas! 
Outra palavra que aparece freqüentemente é a que se traduz por “imediatamente”. Aparece 40 vezes em Marcos. Esta é a palavra de um servo. 
Uma das coisas que nos impressiona em Marcos é a sua brevidade. É bem mais curto que os outros quatro evangelhos, e muito pouco se acha aqui que não esteja nos demais. 
Mateus registra 14 parábolas, Marcos, apenas quatro - do semeador, da semente que crescia sem se saber como (peculiar a Marcos) do grão de mostarda, e dos lavradores maus. Não só há omissão em número, mas na espécie. Não se fala do “dono da casa, do casamento do “filho do rei”, ou de “talentos”. 
Os milagres se evidenciam em Marcos, como as parábolas, em Mateus. O servo trabalha o rei fala. 

O SERVO PREPARA-SE
(Cap. 1:1-13) 

Marcos não fala dos primeiros trinta anos de vida de Jesus, mas esses anos todos foram necessários à sua preparação humana para a obra que teria de realizar. Ele cresceu em contato com a labuta diária; lutou, como Jacó, com os problemas da vida; travou muitas batalhas na arena do coração; meditou sobre as necessidades da sua nação e sentiu profundo peso por ela. 
A preparação é necessária. A vida de Jesus o exemplifica. Os fundamentos de um farol são muito importantes conquanto não sejam vistos. A planta estende suas raíves no solo antes que possa ir produz folhas e flores. Pensemos nos quarenta anos que Moisés passou no deserto antes de iniciar sua grande obra; o longo período da juventude de Elias, antes de comparecer perante o rei Acabe; a juventude de Amós no campo; os trinta anos de treinamento de João Batista. Foi assim também com Jesus. Ele viveu trinta anos na obscuridade em Nazaré antes de iniciar seu ministério público de três anos. É de imensa importância o preparo para o trabalho que vamos realizar. Não fiquemos impacientes se Cristo está levando tempo em preparar-nos para a vida. 

 PREPARAÇÃO POR JOÃO, O PRECURSOR 

Esse evangelho começa com João Batista preparando o povo para a vinda do Messias. A vinda de João ocorreu em cumprimento de uma profecia messiânica: “Conforme está escrito na profecia de Isaías” (Mc 1.2). Essa citação é de Malaquias 3.1. O versículo 4 refere-se Isaías 40.3. Isaías diz que ele seria conhecido simplesmente como “a voz”: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor nosso Deus” (Is 40.3). Essa é a voz que serviria de arauto para Jesus Cristo. 
Esse homem estranho surge no cenário, de modo quase sensacional, vestido de pêlos de camelo e com um cinto de couro, e alimentando-se de gafanhos e mel silvestre. Nem sempre Deus escolhe os homens como nós o fazemos. Muitas vezes, ele usa as coisas loucas para confundir as sábias e usa as fracas para aniquilar as poderosas. (Leia 11.27,28) Sem dúvida, se fôsemos escolher um arauto para Jesus, escolheríamos alguém de estirpe nobre, culto e de alta reputação. Teria de ser eloqüente destemido campeão de grandes causas. Mas Deus não age assim. Sem nenhum diploma, de origem huilde, quase desconhecido, vestido como eremita do deserto, Joao Batista tinha a aprovação de Deus (Mt 11.11). 
A mensagem de João Batista era tão supreendente quanto seu aspecto. Precedendo o seu monarca, como um oficial romano que ordena a reparação de estradas e de caminhos, ele anunciava: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas”. O verdadeiro avivamento sempre é precedido de retidão. 

PREPARAÇÃO PELO BATISMO 

João e Jesus encontraram-se. Ele logo reconhece que esse Homem não precisava submeter-se ao batismo de arrependimento que pregava. Havia nessa face uma pureza e majestade tal que João sentiu sua própria indignidade. Ele era o Filho de Deus. João hesitou e disse: “Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (Mt 3.14). 
Jesus foi batizado com o batismo de Joao, em obediencia a uma ordem estabelecida: “Deixa por enquanto, porque, assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3.15). Desse modo, pôs o selo da sua aprovação na mensagem e na obra de João e o reconheceu como seu verdadeiro precursor. O batismo de João foi ordenado por Deus e era, portanto, obrigatório para todos os que reconheciam Deus e queriam cumprir seus mandamentos. 
Cristo foi o padrão e o exemplo da justiça. Ele próprio cumpriu todos os deveres que impôs a outros (1Co 10.13). 

PREPARAÇÃO PELO RECEBIMENTO DO ESPÍRITO SANTO 

 “Logo ao sair da água, viu os céus rasgarem-se e o Espírito descendo como pomba sobre ele” (Mc 1.10). O Espírito não só desceu como pomba, mas em forma de pomba (Lc 3.22). Tratava-se de um símbolo. A vinda do próprio Espírito foi uma realidade, e, por isso, todo acontecimento na vida de Jesus tinha significação. Em qualquer serviço para Deus, o Espírito sempre prepara a vida do discípulo, dandd-lhe poder e recursos. Ele éo grande agente de Deus para a luta espiritual. 
Se Jesus desceu às águas batismais da obediência a Deus, podia subir delas, sob um céu que se abria com o Espírito Santo descendo sobre ele, e ouvir a voz do Pai declarando que ele era seu Filho amado. Jesus subiu daquela água um novo Homem, em um novo mundo. Seu relacionamento com o Pai e sua missão foram proclamados. 

PREPARAÇÃO POR UM CHAMADO DIVINO 

“Então, foi ouvida uma voz dos céus” (Mc 1.11). Deus referendou Jesus e sua missão e mostrou à nação judaica que ele era o Messias. “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (At 10.38). Este texto tem sido chamado o evangelho de Marcos condensado. Mais tarde, a mesma voz é ouvida na sua transfiguração: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (Mc 9.7). 

PREPARAÇÃO PELA TENTAÇÃO

O batismo e a tentação, aparecem aqui ligados. Havia ce sado a voz do céu, e se ouve em seguida o murmúrio do infi.r. no. Saindo da bênção batismal do Pai, Jesus entra em uma luta intensa com o diabo. 
Marcos diz: “E logo o Espírito o impeliu para o deserto”, o que revela a rapidez com que o Espírito age (Mc 1.12). “E” indica continuidade, mostrando que a tentação, tanto quanto o batismo, faz parte da preparação do servo para sua obra. ‘iiientn e povacão constituem parte do plano de Deus, tanto quanto as frageis e o triunfo. Jesus foi impelido para ser tentado. Não foi mero acaso ou má sorte, mas determinação divina. A tentação tem seu lugar neste mundo. Sem ela, não poderíamos crescer e amadurecer. Nada há nada de errado em sermos tentados; o erro começa quando passamos a ceder, Não devemos procurar a tentação; Jesus não se conduziu a ela, mas foi levado pelo Espírito. No caminho do dever, muitas vezes somos tentados, “mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13). Ele sempre provê livramento! 

O SERVO TRABALHANDO
(Cap. 1.14 / 8.30) 

Esse evangelho é um registro do serviço ininterrupto prestado pelo Servo. Lemos: “E ele fez isso, e ele disse aquilo”. Precisava ensinar aos homens, pois estavam em trevas; precisava animá-los, pois estavam sem esperança; precisava curá-los, pois estavam enfermos; precisava libertá-los, pois estavam sob o poder de Satanás; precisava perdoar-lhes e purificá-los, porque eram pecadores. 
Jesus está pregando, à beira-mar e escolhe quatro pescadores para serem seus primeiros discípulos, a fim de aprenderem sob sua orientação a se tornar “pescadores de homens”. Quem eram eles? (Leia Marcos 11.6-20.) A esse trabalho de pescar homens deveriam dedicar todo o seu conhecimento prático e toda a habilidade que empregavam na arte de pescar. Que discípulo foi chamado em Marcos2? 
É interessante verificar que Jesus nunca chamou um Ocioso; escolheu para segui-lo homens ocupados e bem-sucedido. Todos podemos tornar nossas ocupações em oportunidades de serviço a Cristo. Como foi recebido o chamado de Jesus? “Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram (Mc 1.18). Muitas vezes, há tempo perdido entre o nosso chamado e a nossa resposta. 
Jesus logo em seguida aparece “ungido de poder” e inteiramente dedicado a sua obra. Nos capítulos seguintes, não aparecem longos discursos, e sim muitas obras poderosas. Demônios expulsos (1.21-28); a febre repreendida (1.29-31); a febre repreendida (1.29-31); várias doenças curadas (1.32-34); leprosos purificados (1.40-45); um paralítico anda (2.1-12); a cura da mão ressequida (3.1-5); multidões curadas (3.6-12); a tempestade apazigua (4.35-41); um endemoninhado liberto (5.1-15); fluxo de sangue estancado (5.21-34); a filha de Jairo ressuscitada (5.35-43); cinco mil alimentados (6.32-44); Jesus anda sobre as águas (6.45-51); todos os que o tocam são curados (6.53-56); surdos e mudos ouvem e falam (7.31-37); quatro mil alimentados (8.1-9); o cego curado (8.22-26). 
A ação é rápida e os acontecimentos parecem desenrolar-se diante de nossos próprios olhos. As descrições de Marcos são bruscas e francas, mas ele preserva muitas coisas que, de outra forma, se teriam perdido. É o único evangelho que diz que Cristo foi carpinteiro. Marcos registra que Jesus “tomou alguém pela mão” e as criancinhas “em seus braços”; que ele “se condoeu”; que “suspirou”; que se “maravilhou”, “amou”, “irou-se” e que “se compadeceu das nossas enfermidades”. 
Passemos com Jesus o sábado registrado em Marcos 1.21-34, indo com ele à igreja, ouvindo sua pregação vendo-o ser interrompido por um endemoninhado, expulsar o espírito imundo e transformar a cura em poderoso recurso do seu ensino. Terminado o culto, vamos com ele até a casa de Pedro para vê-lo curar a sogra deste, que ardia em febre. Depois vamos passar o sábado à tarde em repouso e amável conversa. Ao anoitecer veremos chegar grande número de pessoas com toda sorte dc doenças. São trazidas a Jesus, e ele estende as mãos ternas sobre elas e as cura. Os coxos levantam-se e saltam de alegria; os cegos abrem os olhos e vêem aquele que os curou; as marcas de sofrimento transformam-se numa expressão de intenso júbilo, enquanto outros estão sendo libertados de suas enfermidades. 
Marcos faz uma admirável declaração a respeito do sábado: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (2.27). Essa grande declaração de Jesus é o princípio central da observância do sábado. O sábado não foi feito para aborrecer o homem, para restringi-lo, para empobrecê-lo, mas para enriquecê-lo e abençoá-lo. Experimente gastar um dia com o Senhor como Jesus fez. Sei que irá gostar, e o Senhor vai agradar-se. 
Cristo responde à pergunta sobre a guarda do sábado com uma ilustração prática (Mc 3.1-5). Sua conclusão é que qualquer ação que realmente ajude o homem é lícita no sábado e está em perfeita harmonia com os desígnios de Deus para esse dia. Ele exemplifica a verdade em questão com esse milagre de cura. Sete dos milagres de Jesus foram realizados no sábado. O sábado “foi feito”. É dádiva de Deus ao homem. 
Os milagres de Jesus eram prova de sua missão divina. Revelavam que era o prometido Redentor e Rei, aquele de quem todos precisamos. Jesus era Deus, de modo que os milagres eram tão naturais para ele como qualquer outra ação. Por meio deles, Jesus infundia fé em muitos dôs que o viam e ouviam. 
O Servo aparece sempre trabalhando. “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou enquanto é dia”, são suas palavras. Os dias do ministério de Jesus eram sempre cheios. Como nossa vida é vazia quando comparada com a dele! 

O SERVO EM ORAÇÃO 

Na manhã seguinte ao grande sábado de pregação e cura, em que acompanhamos Jesus, ele se levantou cedo e saiu para um lugar solitário a fim de orar (Mc 1.35). Seu trabalho estava crescendo rapidamente, e Jesus precisava de comunhão com Deus. Parece que a resposta foi um trabalho mais amplo, o início da sua primeira viagem de pregação e cura na Galiléia (Mc 1.37-39). Só uma cura foi registrada nessa viagem de vários dias - a de um leproso, cuja moléstia era incurável (Mc 1.40-45). 
Se o Filho de Deus precisava orar antes de iniciar sua obra, quanto mais nós necessitamos fazê-lo. Talvez nossa falta de êxito se deva a isso. “Não temos porque não pedimos.” 

O SERVO PERDOA PECADOS 

Dias depois [...] e logo correu que ele estava em casa” (Mc 2.1). É notável como as notícias se espalhavam com rapidez no Oriente sem jornais, televisão, telefone ou rádio. O fato é que noutra parte da cidade um paralítico ouvira falar desse novo profeta e de seu ministério de cura. Quatro amigos o trouxeram a Jesus e o baixaram pelo telhado da casa até que ficasse diante dele. Vemos nessa cura a prova do poder de Jesus não só como médico do corpo, mas também da alma. “Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?” (Mc 2.7). Todo pecado é cometido contra Deus, e, portanto, só ele pode perdoar. Jesus disse: “Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados [...] Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa” (Mc 2.9-12). 
Com esse milagre, Deus confirmou a declaração de que Jesus era o Messias. O homem levantou-se, tomou a cama e retirou-se diante de todos, testemunha viva do poder de Jesus sobre o pecado, exemplo vivo da obra que ele veio realizar. Veio dar sua vida em resgate por muitos para que pudesse perdoar os pecados dos homens. Todos pecaram e precisam de um Salvador. (V. Rm 3.23.) 
Em Marcos 3.13-21, aparece a narrativa da escolha dos Doze. O versículo 14 diz que Jesus escolheu esses homens para estarem com ele. É o que Jesus quer de seus discípulos hoje — que encontrem tempo para estar em sua presença e ter comunhão com ele. Em João 15.15, ele diz: “Já não vos chamo servos [...] mas tenho-vos chamado amigos”. 
A parábola do semeador apresenta os obstáculos ao evangelho existentes no coração dos ouvintes (Mc 4.3-20). 
Todos deveriam conhecer bem as parábolas do reino registradas no capítulo 4. Foram instrumentos especiais do ensino de Cristo. A interpretação da parábola do semeador é dada em Marcos 4.13-20. Jesus usou esse método de ensino por causa da crescente hostilidade a ele e à sua mensagem. Estava cercado de inimigos que procuravam apanhá-lo em alguma palavra, mas ninguém objetaria uma simples história. Além disso, até as pessoas mais simples se lembrariam dessas histórias. 
A parábola é uma analogia. A palavra vem do grego e é composta de duas palavras que significam “ao lado” e “lançar”. A parábola, portanto, é uma forma de ensino em que uma coisa é colocada ao lado da outra. Além da parábola do semeador, nosso Senhor contou mais estas: 
1. A da candeia - 4.21-25 
2. A da semente germinando secretamente - 4.26-29 
3. A da semente de mostarda - 4.30-33 
Depois de interpretar as parábolas, Jesus tomou um barco para escapar da multidão. O Mestre, cansado, dormiu, e uma violenta tempestade surgiu no mar da Galiléia. Quando estavam a ponto de afundar, os discípulos, atemorizados, acordaram Jesus. A uma palavra sua, o mar se acalmou. Ele tinha poder sobre os elementos da natureza (Mc 4.35-4 1). 
No capítulo 5, Jesus ainda está em plena atividade, O que está fazendo agora? Leia as narrativas paralelas em Mateus 8.28- 34 e Lucas 8.26-39. Compare esse milagre com outras curas de endemoninhados em Mateus 9.32,33; Marcos 1.23-26; Mateus 17.14-18; Lucas 9.38-42. 
O milagre de Marcos 5, como todos os outros, pôs à prova o caráter dos homens. Apanhou-os de surpresa e revelou a verdadeira natureza deles. Observe o contraste no modo de os homens receberem a obra de Cristo. 
Alguns se esquivam do Salvador. Os que alimentavam os porcos fugiram, outros temeram (v. 14,15) e “entraram a rogar-lhe que se retirasse da terra deles” (v. 17). Sem dúvida, havia lá outras manadas de porcos, e eles receavam perdê-las também. Essa é a atitude típica de muitos para com Cristo. Às vezes, é um negócio lucrativo de que não querem abrir mão, outras vezes algum pecado íntimo. São razões assim que levam os homens a rejeitar Cristo. 
Alguns buscam o Salvador. O homem curado implorou que ele não se retirasse dali, mas o deixasse estar com ele. Assim acontece ainda hoje. Ou os homens pedem que Jesus os deixe porque desejam permanecer no seu pecado, ou suplicam que ele fique com eles porque querem deixar seus pecados. Com quem desejamos ficar? 
Depois de curar o endemoninhado, Jesus voltou a Cafarnaum, curou uma mulher que estava doente havia muito tempo e, enquanto ainda falava (Mc 5.35), foi chamado para ressuscitar a filha de Jairo. 
Jesus partiu em sua terceira viagem para proclamar o evangelho pela Galiléia (Mc 6). Mandou os Doze, de dois a dois, a lugares diferentes (Mc 6.7-13). Mateus 10 registra as instruçôti que receberam. Herodes ouviu-os pregar e ficou perturbailn pensando que o homem que ele havia matado voltara paIi o assombrar (Mc 6.14-29). Que alto preço os homens pagam hi sensatamente por prazeres fugazes! Por um momento de pi xão, um pouco mais de dinheiro, uma posição mais elevada, por essas coisas dão metade, senão mesmo o reino inteiro da su alma, a saúde, o lar, amizades, paz, felicidade e vida eterna. Como Esaú, vendem o direito de primogenitura por um prato de lentilhas. Como Judas, vendem seu Salvador por 30 moedas. 
Depois de os apóstolos terem sido treinados, Jesus os enviou em uma longa viagem missionária às aldeias da Galiléia (Mc 6.12,13). Ao regressar, voltaram à presença de Jesus (6.30), provavelmente ao lugar de encontro habitual, em Cafarnaum. Relataram seus sermões, o número de conversões e os milagres realizados. Nenhum trabalho cristão prosseguirá sem freqüentes conversas com Jesus. Precisamos da sua aprovação, direção e poder. 
Jesus afastou-se para um lugar deserto a fim de descansar um pouco (6.3 1), mas as multidões o seguiram. Segue-se imediatamente a multiplicação dos pães (Mc 6.32-44). Este é um dos milagres mais importantes; deve ter causado uma impressão viva nos autores dos evangelhos, pois é o único dos 35 milagres registrado pelos quatro. 
Que milagres vm a seguir (6.45-52,53-56)? Acompanhe Jesusno que faz e diz (Mc 7.1-23; 7.24-30; 7.31-37; 8.1-9; 8.22-26). 
A confissão de fé que Pedro fez merece um estudo especial (Mc 8.29). Jesus não diz aos discípulos quem ele é; espera até que lho digam. Quando pergunta: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?”, Jesus atingiu o clímax do seu ministério. Estava pondo à prova o propósito de todo o treinamento recebido pelos Doze. A resposta de Pedro deu-lhe a certeza de que o alvo fira alcançado. 
Que pensavam os fariseus de Jesus? Já haviam concordado em matá-lo. 
Que pensava dele a multidão? Já o estava abandonando. 
Que pensavam dele os discípulos? Pedro deu a resposta. 
E você, o que pensa de Cristo? 

O SERVO REJEITADO 
(Cap. 8.31 / 15.47) 

Mesmo antes de apresentar a declaração direta de Jesus de que era o Rei do reino, Marcos revelou o modo pelo qual o Rei deve ser recebido. Seu caminho é de sofrimento e rejeição. Jesus disse “que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas” (8.31). 
Os evangelistas dizem, em linguagem clara, que ele seria rejeitado pelos guias de Israel, morto, e que ressuscitaria no terceiro dia. 
Jesus disse aos discípulos que seria rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas (8.3 1). 
Seria entregue por traição (9.3 1). 
Seria morto pelos romanos (10.32-45). 
Iria ressuscitar no terceiro dia (9.3 1). 
Jesus, entretanto, afirmou seu direito ao reino ao apresentar-se como herdeiro de Davi em Jerusalém, conforme a profecia de Zacarias 9.9 (Mc 11.1-11). 
Como foi que o povo recebeu esse Rei? A princípio, receberam-no bem, porque esperavam que os libertasse do jugo de Roma e os livrasse da pobreza em que viviam. Mas quando ele entrou no templo e mostrou que sua missão era espiritual, passou a ser odiado pelos guias religiosos com ódio satânico que os levou a tramar sua morte (14.1). 

O MAIOR PECADO DO MUNDO 

O maior pecado desta geração, como de todas as demais, é i rejeição a Jesus Cristo. Entretanto, convém mencionar que todo aquele que ouviu o evangelho tem de receber Jesus como Salvador e Senhor ou pisá-lo debaixo dos pés. O povo no tempo de Jesus fez a escolha, e em nossos dias as pessoas também têm de fazê-la. 
Essa Presença maravilhosa que irradia dos Evangelhos, essa visão do Deus encarnado, será só para ser apreciada e prosseguirmos em nossa caminhada, como se tivéssemos simplesmente visto uma obra de arte? Essa voz que ressoa através dos séculos será somente para ser ouvida, como se fosse apenas a de um talentoso orador? Quem é Jesus para você? É apenas um nome ou é seu Mestre? Se não pode responder à pergunta como Pedro o fez, não gostaria de assinar o compromisso abaixo redigido pelo dr. R. A. Torrey? 
Prometo examinar cuidadosamente a prova de que a Bíblia é a Palavra de Deus, que Jesus Cristo é o Filho de Deus e Salvador do homem; e se eu chegar a crer que esse livro é verdadeiro e que Jesus é o Salvador do homem, eu o aceitarei, o confessarei diante dos homens e assumirei o compromisso de segui-lo. Assinatura: _______________________________________________________________________ 
Depois do ministério público de Cristo, descrito em Marcos 10.46-11.26, lemos a respeito de seu último conflito com as autoridades judaicas e de seu triunfo sobre os líderes religiosos 
(11.27-12.44). 
Jesus procurou persuadir os judeus a recebê-lo como Messias (11.15-12.44). Foi uma terça-feira cheia, de manhã à noite, gasta num esforço tremendo para levar a nação judaica a reconhecê-lo a fim de tornar-se gloriosa e separada para abençoar o mundo. 
Nos belos átrios do templo, esse galileu simples encontrou as autoridades judaicas vestidas com toda a pompa de suas vestes oficiais. Houve uma ríspida e prolongada controvérsia sobre assuntos complexos. 
Os escribas e principais sacerdotes perguntaram-lhe: “Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu tal autoridade para as fazeres?” (11.28). Os fariseus e herodianos procuraram apanhá-lo em alguma palavra: “É lícito pagar tributo a César ou não?” (12.14-17). 
Os saduceus, que diziam não haver ressurreição, perguntaram-lhe o que aconteceria na ressurreição a uma mulher que fora casada sete vezes; de quem seria esposa?” (12.23). 
Os escribas perguntaram-lhe: “Qual é o principal de todos os mandamentos?” (12.28-34). 
Depois que Jesus respondeu a,todos eles, lemos: “E já ninguém mais ousava interrogá-lo” (12.34). 
Parecia que não escaparia da acusação de traição ao governo de Roma ao responder-lhes mas saiu incólume. Hora após hora, Jesus enfrentou o ataque. 
O tempo todo, o perfeito Servo de Deus foi perseguido por seus inimigos. O inimigo não está morto! Os servos de Deus hoje são chamados a palmilhar o mesmo caminho. Jesus silenciou seus inimigos, mas o coração deles não se rendeu. Depois, denunciou suas práticas hipócritas com palavras que caíram como bombas. Procurou derrubar as muralhas do preconceito e levá-los ao arrependimento antes que fosse tarde demais, mas tudo em vão. 
Antes de ir para a cruz, Jesus revela o futuro aos conturbados discípulos em seu discurso no monte das Oliveiras (cap. 13). Fala-lhes a respeito do final dos tempos, da grande tribulação, e culmina com a promessa da sua volta em poder e glória. 
A trama dos principais sacerdotes para apanhá-lo astuciosamente e o matarem e a unção do seu corpo para a sepultura abrem o capítulo 14. Em seguida, vem a história sempre trisLc da traição por parte de um dos discípulos (14.10,11); a celebração da Páscoa e a instituição da ceia do Senhor estão comprimidas em 25 breves versículos. Acrescentando o insulto à injúrias lemos a negação de Pedro (14.26-31,66-71). 
A grande mensagem de Isaías é que o Filho de Deus se tornará o Servo do Senhor a fim de morrer para remir o mundo, Marcos registra o sofrimento de Jesus no Getsêmani e no Calvário em cumprimento às profecias de Isaías (Is 53). 
Jesus foi vendido pelo preço de um escravo: 30 moedas dc prata. Foi morto como só escravos morrem. Sim, Cristo foi o Servo sofredor e morreu por nós; levou nossos pecados em seu corpo no madeiro. 
Marcos não faz referência à declaração de que Jesus poderia ter invocado 12 legiões de anjos se quisesse. Nenhuma promessa de entrada no reino é feita ao ladrão moribundo. Essas afirmações só um rei pode fazer, nunca um servo. 

O SERVO EXALTADO 
(Cap. 16:1-20) 

Depois que o Servo deu a vida em resgate por muitos, ressuscitou dos mortos. Vem em seguida a Grande Comissão (16.15), também registrada em Mateus 28.19,20. Compare as duas. Em Marcos, não ouvimos um rei dizer: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”, como em Mateus. Em Marcos, os discípuios deverão tomar o lugar de Jesus, e ele servirá por meio deles (16.20). A ordem contém uma nota de urgência. Nenhum recanto da terra deve ser esquecido; nem uma só alma deve ficar de fora! 
Finalmente, foi recebido no céu para sentar-se à destra de Deus (16.19). Aquele que tomou sobre si a forma de servo é agora exaltado sobremaneira (Fp 2.7-9.) Está num lugar de poder, intercedendo sempre por nós. Ele é o nosso advogado. 
Cristo, porém, está conosco; o Servo está sempre operando em nós e por meio de nós. Somos cooperadores com ele (1Co 3.9). Ele ainda está “cooperando” conosco (16.20). Sigamos, como remidos, o nosso modelo e referencial, que é Jesus, e saiamos a campo para servi-lo também. 
“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1Co 15.58). 

PLANO DE ESTUDO SEMANAL
  • Domingo: A vindaeaprova do servo Marcos 1.1-20 
  • Segunda: O servo trabalhando Marcos 2.1-3.25 
  • Terça: O servo falando Marcos 4.1-6.13 
  • Quarta: Os milagres do servo Marcos 6.32-8.26 
  • Quinta: A revelação do servo Marcos 8.27-10.34 
  • Sexta: A rejeição do servo Marcos 11.1-12.44 
  • Sábado: A morte e o tunfo do servo Marcos 14.1-16.20

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